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Apanha de bivalves na ria de Aveiro só daqui a duas semanas 

Apanha de bivalves na ria de Aveiro só daqui a duas semanas 

Os pescadores só poderão voltar a apanhar berbigão e amêijoa-macha na área da ria de Aveiro denominada RIAV1, no máximo, daqui a duas semanas.

De acordo com o Ministério do Mar, é preciso que duas amostras consecutivas, "com colheitas separadas por 15 dias", apresentem concentrações baixas de E. Coli., a bactéria detetada nas amostras de dia 4, para o estatuto sanitário mudar e os pescadores poderem apanhar.

Depois daqueles resultados, foram colhidas novas amostras dia 9, por insistência de associações de pescadores, mas ainda não se conhecem os resultados. Após 15 dias, deverão ser colhidas novamente amostras para serem analisadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, um processo que demora geralmente dois dias.

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Portanto, mesmo que ambas as análises sejam consideradas e tenham bons resultados, só dentro de duas semanas é que os pescadores poderão voltar a apanhar berbigão e ameijoa-macha na RIAV1, que se estende desde a Murtosa à boca da Barra.

A impossibilidade de apanharem os bivalves levou os pescadores da Torreira, Murtosa, a manifestarem-se, sexta-feira, em frente à Capitania do porto de Aveiro, tal como o JN noticiou. No local deram conta das dificuldades de subsistência causadas pela situação e levantaram suspeitas sobre as análises.

Segundo o Ministério do Mar, foram realizados estudos para cada zona de produção, "tendo em consideração a sua hidrodinâmica bem como os potenciais pontos de contaminação pontual e difusa". Depois disso, foi selecionado para monitorização o ponto que "apresenta pior contaminação nos moluscos bivalves de forma a salvaguardar a saúde pública".

O consumo de moluscos bivalves contaminados com elevados teores de E. Coli., bactéria que habitualmente é detetada em cenários de poluição fecal, "pode provocar diarreias e problemas gastrointestinais", alerta, ainda, o ministério.

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