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Carvalhos protegeram 40 mil macieiras do incêndio em Oliveira do Hospital

Carvalhos protegeram 40 mil macieiras do incêndio em Oliveira do Hospital

O antigo secretário de Estado e um dos fundadores do PS, António Campos, critica o ordenamento do território florestal em Portugal, na sequência dos incêndios dos últimos quatro meses. Proprietário de cerca de 40 mil macieiras em Oliveira do Hospital, António Campos teve os seus pomares protegidos pela prevenção que fez.

"É inacreditável que se diga que o que arde em Portugal é floresta. Não é. O que arde são bosques, são zonas com tantas árvores por hectare que ninguém lá consegue passar", defende António Campos ao JN. Completa que qualquer floresta noutros países não tem mais do que 1400 árvores por hectare, enquanto em Portugal há hectares com 10 mil árvores.

No domingo, o fogo esteve próximo dos seus terrenos em Oliveira do Hospital, mas apenas três árvores arderam. "Tinha uma bordadura de carvalhos a proteger os meus terrenos, que estavam rodeados de eucaliptais e pinhais de terrenos vizinhos", aponta. O antigo político acabou por apagar o fogo com a ajuda do filho e da nora.

"Houve sítios em que o fogo saltou os pomares e incendiou os terrenos do outro lado, com eucaliptos", revela António Campos. Confessa ainda que, na última semana, não foi ainda capaz de sair de casa, com a tristeza que sente por ver a paisagem destruída no concelho onde vive.

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