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Património classificado

Fragmento de capela em Ovar caiu por "escassez de manutenção"

Fragmento de capela em Ovar caiu por "escassez de manutenção"

A fachada de uma das sete capelas dos Passos da Via Sacra de Ovar caiu na via pública, o que a autarquia atribuiu à "escassez de manutenção" nesses imóveis da igreja, classificados como de interesse público.

A derrocada deu-se na quarta-feira, na capela do Cirineu, na Rua Cândido dos Reis, quando se soltou um fragmento de granito que integrava a decoração do edifício do século XVIII, que está classificado desde 1949 pela Direção-Geral do Património Cultural.

As capelas são propriedade da paróquia de São Cristóvão de Ovar, mas a Câmara Municipal assume que "desde 2003 tem vindo a apoiar" a entidade católica na gestão desse edificado.

Referindo que o fragmento caído já fora alvo de reposição numa empreitada de 1997/1998, então sob a orientação técnica do Ministério da Cultura, a autarquia disse à Lusa que "a queda deveu-se, sobretudo, à fragilização das argamassas que afixavam a peça de granito, provocada pela ação da chuva, a força do vento e as variações de temperatura, que enfraqueceram a zona do suporte e escarificação da pedra, num processo de degradação agravado pela escassez das rotinas de manutenção e de limpeza da fachada, ao longo dos últimos 25 anos".

Segundo a autarquia, o último relatório de avaliação por equipas de engenharia civil, conservação e restauro afetas aos organismos do Ministério da Cultura foi "realizado em 2015". Também desse ano é o último diagnóstico realizado pela equipa de técnicos da Câmara sobre o estado dos sete imóveis.

Apoio financeiro anual

A autarquia realça que, entre os compromissos que assumiu para com a paróquia, se inclui apenas um apoio financeiro anual ,"para a realização de trabalhos de manutenção e limpeza", a criação de um "projeto museológico" com potencial de integração na rede de museus de Ovar e a definição de "um roteiro de promoção turística do conjunto artístico" constituído pelos sete templos religiosos.

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O padre Vítor Pacheco, responsável pela Paróquia de São Cristóvão de Ovar, "lamentou o facto" e informou que "o projeto para a recuperação já foi sinalizado junto da Direção Regional de Cultura do Centro".

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