Ovar

Salvador Malheiro: "Vivemos um momento crítico e histórico"

Salvador Malheiro: "Vivemos um momento crítico e histórico"

O plano para cercar o concelho de Ovar será implementado em várias fases, segundo Salvador Malheiro. Caberá à GNR e PSP fazer cumprir as restrições à circulação, que começaram já à meia-noite de terça-feira.

Em articulação com o Governo e Direção-Geral de Saúde, a Câmara criou um Gabinete de Crise, onde estão os principais agentes de proteção civil, desde bombeiros a forças de segurança, a trabalhar.

"Temos já um posto de comando e controlo montado aqui na Câmara", explicou o edil, que afirmou que "isolar um município com 55 mil pessoas, com a indústria que tem, não é algo como carregar num botão. Pôr isto em prática no terreno não é fácil". Ainda assim, sublinhou que está a ser delineado o "plano mais eficiente" e que "este é o momento de nos unirmos" para "cumprir escrupulosamente as regras e tentar vencer esta crise".

Embora não tenha esclarecido se haverá reforço de meios de segurança por parte do Governo, o autarca garantiu que "estão a ser criadas todas as condições para que as forças policiais possam tomar conta desta situação, com medidas musculadas". Malheiro pede tranquilidade, mas não deixa de reforçar que "temos todos de estar em casa, eliminar o contacto social. É para garantir que isso se cumpre que vamos ter as forças de segurança na rua".

O autarca, que confirmou a subida para 35 casos em Ovar já durante a noite, confessou que se têm "vivido momentos muito críticos" e que, mesmo antes do decreto do Governo, já a Comissão Municipal de Proteção Civil estava reunida para acionar o Plano de Emergência Municipal. "De imediato começámos a trabalhar", referiu Malheiro, que reconheceu que esta era uma medida desejada. Se fosse sua a responsabilidade, concluiu, já a teria tomado.

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