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Agradecimento

Câmara da Feira oferece 3300 fogaças a profissionais de saúde

Câmara da Feira oferece 3300 fogaças a profissionais de saúde

A Câmara da Feira ofereceu nesta terça-feira cerca de 3300 fogaças a todos os profissionais que desempenham funções na área da saúde, quer no Hospital S. Sebastião, quer no ACES Feira/Arouca. Diz o Município que se trata de um "ato simbólico, mas que reflete o reconhecimento da Autarquia e da comunidade feirense que representa, pela sua dedicação no combate à covid-19".

A cerimónia simbólica da oferta decorreu no Hospital S. Sebastião, cujo capelão benzeu as fogaças, valorizando a tradição "tão bonita e secular das gentes das Terras de Santa Maria".

"Mandámos confecionar estas 3300 fogaças para de forma simbólica, mas sentida, agradecermos, uma vez mais, o empenho e a dedicação com que têm enfrentado esta luta contra o novo coronavírus", justificou o presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa.

António Alves, diretor do ACES Feira/Arouca, destacou o facto de estarem representadas, no momento, as várias frentes que estão no combate à pandemia - cuidados primários e cuidados hospitalares.

"Precisamos de todos os profissionais de saúde e de toda a comunidade a seu lado para minimizarmos os efeitos desta pandemia e também nós fazemos o voto a S. Sebastião para que nos proteja", referiu.

"A simples existência desta iniciativa e o próprio gesto indica-nos que a comunidade está connosco e reconhece o nosso trabalho", referiu Miguel Paiva, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, agradecendo à Câmara Municipal a oferta das fogaças.

Miguel Paiva saudou ainda a Autarquia por ter tido a capacidade de se reinventar na celebração da Festa das Fogaceiras, que se assinala nesta quarta-feira, não deixando de cumprir esta tradição com mais de 500 anos. "Não nos podemos deixar vencer por este vírus maldito", concluiu.

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Reza a História que a Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao Mártir S. Sebastião, feito pelo povo da Terra de Santa Maria, numa altura em que a região teria sido assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de proteção, o povo prometeu, em cada dia 20 de janeiro, uma procissão e a oferta de um pão doce e delgado, habituado a ser confecionado para ocasiões especiais: a fogaça.

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