Manifestação

Centenas de pessoas solidárias com funcionária de corticeira da Feira

Centenas de pessoas solidárias com funcionária de corticeira da Feira

"Sou a favor da luta desta rapariga. Quem trabalha tem que ter os seus direitos e ser tratado com dignidade". A afirmação pertence a Manuel Ferreira, um cidadão que, a semelhança de outros, aplaudia a passagem da manifestação que, na manhã deste sábado, juntou centenas de pessoas em Paços de Brandão, Feira, numa ação de solidariedade para com Cristina Tavares, a trabalhadora vítima de assédio moral.

Vindos de todo o país, os manifestantes juntaram-se no Arraial da freguesia e percorreram várias ruas com palavras de ordem sobre os direitos laborais. O mote para este encontro foi, mais uma vez, a luta travada por Cristina Tavares, despedida pela segunda vez da corticeira Fernando Couto Cortiças Lda, e sobre a qual a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) levantou vários autos por supostos incumprimentos laborais, entre os quais o assédio moral para com a trabalhadora.

"Ninguém fica isolado, lutamos lado a lado" e, "patrão sem moral faz assédio laboral", foram frases repetidas pelos manifestantes, maioritariamente ligados ao movimento sindical, a CGTP-IN.

Esta ação teve lugar a poucos dias do Tribunal da Feira analisar a primeira multa da ACT à empresa e o despedimento da trabalhadora.

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No próximo dia 28 de março será realizada a primeira sessão de julgamento da contraordenação de assédio moral e, a 29 de março, decorre a audiência de partes da impugnação do despedimento por processo disciplinar, interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores Corticeiros.

"Independentemente da sentença a luta vai continuar, até que a Cristina volte a entrar na empresa para ocupar o seu posto de trabalho", garantiu, Arménio Carlos, o secretário-geral da CGTP-IN

Para Miguel Viegas, deputado do PCP no parlamento europeu, "a Cristina foi vítima de um despedimento ilegal e de assédio laboral. Esta luta extravasou o caso individual e é útil para contribuir para uma certa revolução das mentalidades".

Já Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda, diz que a "luta" da trabalhadora, "é um exemplo de dignidade e coragem".

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