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Comissão pede obras no castelo da Feira e Marcelo apela aos mecenas 

Comissão pede obras no castelo da Feira e Marcelo apela aos mecenas 

A visita do Presidente da República, esta manhã, ao castelo de Santa Maria da Feira foi equiparada ao momento, em 1908, em que o rei D. Manuel II, no mesmo espaço, conseguiu chamar a atenção para um património que à época estava em ruínas. Durante a comemoração do seu 110.º aniversário, a Comissão de Vigilância do Castelo alertou para obras necessárias nas muralhas e na capela. E Marcelo Rebelo de Sousa apelou aos mecenas

Mesmo depois das obras de recuperação, entre 2002 e 2006, em que a Comissão de Vigilância do Castelo investiu mais de meio milhão de euros, a presidente, Conceição Alvim, aproveitou a presença do Chefe de Estado para alertar para algumas deficiências que se mantêm. "As muralhas do castelo têm fissuras e a capela precisa de uma grande intervenção", disse quem acredita que Marcelo Rebelo de Sousa pode dar o "empurrão" que falta. "Queremos que as pessoas venham ao castelo e usufruam dele. Para isso, precisamos de obras".

O presidente da República evocou a importância nacional do castelo feirense e reconheceu que "é preciso que o Estado dê um sinal, por simbólico que seja, e que o Município dê outro sinal". Elogiando o papel da sociedade civil até aqui, através da Comissão de Vigilância, na preservação e recuperação deste património, incitou à mobilização de todos, em particular dos mecenas. "Aqui há condições para mecenato. Estamos numa terra privilegiada. Uma terra de progresso, emprego, crescimento".

O mesmo fez o autarca Emídio Sousa, que apelou ao apoio das empresas. "Este castelo precisa rapidamente de obras. Há um ano constatámos que a muralha tem uma grande fissura. É um problema estrutural, que exige resposta urgente", sublinhou o presidente da Câmara, que destacou que a Câmara vai fazer "melhoramentos", "mas é necessário olhar para este património nacional".

Esta manhã comemorou-se os 110 anos da Comissão de Vigilância do Castelo da Feira, criada quase num grito de revolta pela comunidade em nome da preservação do ex-libris da cidade, iniciativa inovadora à época.

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