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Feira vai acolher filhos dos profissionais de saúde durante fecho das escolas

Feira vai acolher filhos dos profissionais de saúde durante fecho das escolas

Em Santa Maria da Feira, a Câmara Municipal disponibilizou três escolas em pontos estratégicos do concelho para acolher filhos até aos 12 anos dos profissionais de serviços essenciais, nomeadamente médicos, enfermeiros, auxiliares de ação médica, proteção civil, funcionários de lares, bombeiros e forças de segurança. A medida vem na sequência do encerramento de todas as escolas e creches do país a partir da próxima segunda-feira e até 9 de abril.


Segundo o autarca Emídio Sousa, que já sugeriu a mesma medida às outras Câmaras da Área Metropolitana do Porto (AMP), "o Município vai assegurar o acolhimento de crianças nesta situação", porque se trata de uma "realidade excecional" e servirá apenas "aos pais que não tenham mesmo alternativa". A Autarquia da Feira disponibilizou três escolas que vão servir como polos de acolhimento de crianças com idades até aos 12 anos: a EB Nº2 na Feira, a EB Dr. Sérgio Ribeiro em Lourosa, e a escola básica de Canedo.

Cada um dos polos de acolhimento, esclarece Emídio Sousa, não terá mais de dez crianças, "mas o número poderá se aumentado de acordo com as necessidades". As três escolas vão funcionar das 7.30 horas às 19 horas e serão fornecidas refeições nesses espaços. Neste sentido, a Câmara vai afetar assistentes operacionais, monitores, socorristas e um psicólogo (para situações excecionais), em função das necessidades.

Estes recursos humanos vão receber uma formação "para trabalharem com as devidas precauções" tendo em conta a epidemia de Covid-19. O autarca adianta ainda que está a ser preparado um plano de atividade para as crianças que não envolvem contacto físico.

"Falei com todos os meus colegas da Associação de Municípios Terras de Santa Maria e da Área Metropolitana do Porto, disse-lhes que ia lançar esta medida e sugeri-lhes fazer o mesmo, porque acho que é importante assegurar isto. Todos concordaram comigo", revela Emídio Sousa, que conclui que "as escolas hoje são muito mais do que simples locais de aprendizagem, são um serviço muito importante na comunidade".

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