Santa Maria da Feira

Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção

Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção

O Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Lourosa exige a demissão dos órgãos sociais da instituição e ameaçam, em última instância, parar com a atividade operacional, colocando em causa todo o tipo de socorro.

Esta posição surge em consequência da decisão da direção em não reconduzir dois adjuntos do Comando.

Em consequência dessa decisão, o próprio comandante, segundo comandante e os dois adjuntos do Comando apresentaram, na passada semana, o pedido de exoneração.

Esta noite, dezenas de bombeiros estiveram reunidos no quartel para darem publicamente conta do seu descontentamento e leram um manifesto onde dão conta das razões do pedido de demissão da direção.

Dizem-se "surpreendidos" pela não recondução dos adjuntos do Comando e questionam o motivo de "dar cabo de um comando que estava em boa sintonia com o corpo ativo".

"Estão a brincar com o esforço e dedicação das pessoas que a custo zero dão horas do seu tempo livre". "Esta atuação da direção foi a gota final ao mau ambiente criado ao longo dos últimos anos. Como tal e após outras tentativas que fracassaram solicitamos, hoje, uma Assembleia geral Extraordinária para destituir a direção".

Ainda no comunicado, o Corpo Ativo diz não colocar de parte, "um pedido de inatividade por parte da maioria dos elementos do Corpo Ativo, podendo ficar em risco o socorro a pessoas e bens".

Ou seja, se a direção não for demitida, os bombeiros ameaçam parar com toda a atividade operacional. "Mas só em último recurso", fizeram questão de ressalvar, garantindo que, enquanto não for realizada a Assembleia solicitada, será prestado, com toda a prontidão e empenho, o socorro necessário.

O vice-presidente da Associação Humanitária, António Ribeiro, lembrou que, apesar da Direção ter voltado a trás na decisão da não recondução dos adjuntos e de ter "pedido desculpas", o Comando "não aceitou e manteve a demissão".

Lembra que numa recente reunião, "os elementos do Comando até nos elogiaram". "Depois pediram a nossa demissão. Não faz sentido e é típico de quem não sabe o que está a fazer", criticou.

António Ribeiro faz questão de referir que, ainda antes da decisão da não recondução dos adjuntos, "já o comandante tinha colocado o seu lugar à disposição".