Feira

Corticeira nega "castigo" a funcionária reintegrada na empresa

Corticeira nega "castigo" a funcionária reintegrada na empresa

Cerca de 20 trabalhadores da corticeira Fernando Couto S. A., em Paços de Brandão, Feira, manifestaram-se, esta quarta-feira de manhã, em solidariedade com a administração da empresa que tem sido acusada de alegadamente colocar de "castigo" uma funcionária.

Esta posição surge após denúncias públicas do Sindicato dos Corticeiros e da própria funcionária que diz ser obrigada a carregar e a descarregar a mesma palete cerca de 30 vezes ao dia, desde que a empresa teve de a reintegrar por ordem do tribunal.

Em comunicado, a administração da Fernando Couto-Cortiças S.A. diz ter sido "surpreendida" esta manhã com a atitude de todos os seus trabalhadores que, "de forma voluntária paralisaram a normal laboração saindo em defesa da empresa".

"Trata-se de um ato voluntário que só a eles pode ser imputado e que a empresa nada tem a ver com esta posição", reitera.

Esclarece que as recentes acusações por parte da funcionária Cristina Tavares "não correspondem à verdade" e "contêm factos deturpados que servem apenas o propósito de criar uma campanha difamatória para com a empresa e que põe em causa o bom nome a honorabilidade desta".

A Fernando Couto-Cortiças S.A, opera há mais de 45 anos no mercado, "tem nos seus quadros 25 trabalhadores dos quais cerca de 70% estão nos quadros há mais de 20 anos, demonstrando extrema satisfação e orgulho da empresa que representam".

Lembra que em mais de quatro décadas de existência, "nenhum outro funcionário terá sido demitido, sendo que apenas deixaram a Fernando Couto-Cortiças S.A aqueles que atingiram a idade da reforma".

A Fernando Couto-Cortiças S.A, "é uma empresa familiar que se considera assim uma instituição que fomenta mais do que uma equipa de funcionários, uma família sólida e coesa que demonstra orgulho do seu local e ambiente de trabalho e das condições proporcionadas pela empresa, pelo que a situação criada pela funcionária em questão gerou um sentimento de injustiça devido ao facto dos mesmos não se identificarem nem assumirem como verídicas as acusações de descriminação reveladas à imprensa", pode ler-se no comunicado.

Por último, a empresa sublinha que "o assunto está a ser tratado internamente com o departamento jurídico da Fernando Couto-Cortiças S.A, o qual visa solucionar a questão de forma pacífica e breve".