Santa Maria da Feira

Manifestação exige afastamento do presidente dos bombeiros de Lourosa

Manifestação exige afastamento do presidente dos bombeiros de Lourosa

"Queremos os bombeiros de volta" e "bombeiros unidos jamais serão vencidos" foram algumas das palavras de ordem ouvidas, na tarde desta sexta-feira, na manifestação que juntou cerca de 150 pessoas que exigiam a demissão da direção dos bombeiros de Lourosa.

Depois do comandante e os dois adjuntos do Comando terem apresentado a sua demissão e de 52 operacionais do corpo ativo terem recorrido à inatividade, os contestatários à atual direção fizeram ouvir o seu protesto em frente ao quartel dos bombeiros.

"O presidente é mal educado com os bombeiros. Não precisamos do presidente para nada, mas precisamos muito dos bombeiros", justificou Diana Guedes, uma das organizadoras do protesto.

Garante que, se for necessário, "faremos mais protestos até ele apresentar a demissão", disse.

Joaquim Petiz, um dos populares presentes na manifestação considera que, "se o presidente fosse homem demitia-se". "Pode sempre voltar a recandidatar-se", explicou.

Para o subchefe dos bombeiros, Amaro Fontes, é, "uma maravilha" o apoio da população. Contudo, "devia vir mais gente, porque está em causa o socorro a 11 freguesias", lembrou.

Deixou, ainda, um aviso: "Se precisarem de uma ambulância, vão sentir a nossa falta".

A grande maioria dos presentes exigia a saída do presidente, Joaquim Cardoso, mas havia exceções. "Ele foi a eleições e ganhou. Ele ganhou pela maioria e deve continuar na direção", considerou, Joaquim Moreira, outro dos presentes.

A contestação a Joaquim Cardoso surgiu depois da decisão da direção em não reconduzir dois adjuntos do Comando.

Três bombeiros no quartel

Durante o dia de hoje apenas três bombeiros prestaram serviço no quartel dos voluntários de Lourosa. Um assalariado na central de comunicações e dois voluntários, incluindo o comandante interino. Alguns serviços foram sendo recusados por falta de pessoal. Numa escala habitual estariam 12 elementos no ativo. "A população está em risco sem os 52 homens ao serviço e está a sentir-se insegura, porque precisa de nós", referiu o comandante, Fernando Oliveira.

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