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Trabalhadores não aceitam laboração contínua e corticeira ameaça despedir 41

Trabalhadores não aceitam laboração contínua e corticeira ameaça despedir 41

Trabalhadores da corticeira Pietec, em Fiães, Feira, manifestam-se esta manhã de sexta-feira em frente à empresa contestando o despedimento de 41 funcionários.

Foi também realizado um plenário onde foi reiterada a intenção de não aceitarem a laboração contínua que acusam a empresa de querer impor.

"Os despedimentos são uma resposta ao facto dos trabalhadores não aceitarem, na sua maioria, a laboração contínua" explicou, ao JN, Alírio Martins, do Sindicato dos Trabalhadores da Cortiça.

"É injusto impor um regime de laboração contínua e despedir quem não aceita", acrescentou Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda, presente na manifestação. "O governo tem de intervir e obrigar a empresa a respeitar os direitos dos trabalhadores", acrescentou.

Sandra Patrício, uma das funcionárias dispensadas, mostra-se preocupada com o futuro. "Tenho renda de casa e créditos para pagar. A vida não vai ser fácil", disse ao JN. "Vou ter que procurar um novo emprego", acrescentou.

Empresa esclarece

A Administração da PIETEC esclarece que tomou a decisão de descontinuar a produção de rolhas técnicas tradicionais e reforçar o investimento estratégico na produção de rolhas de microgranulado.

Esta decisão obriga a empresa à realização de um processo de reestruturação, "com a consequente eliminação dos postos de trabalho afetos aos sectores de produção de rolhas técnicas tradicionais e a métodos de produção mais obsoletos, que serão modernizados".

A empresa diz que pretende vir a dar a oportunidade aos trabalhadores abrangidos pela referida reestruturação de manterem os respetivos contratos de trabalho, transitando para a unidade de produção de rolhas de microgranulado.

Trata-se de uma área que se encontra em crescimento e que passará a funcionar no futuro em regime de laboração contínua. A empresa diz que procurará disponibilizar todas as condições para a transição dos trabalhadores interessados em integrar os setores de produção de rolhas de microgranulado, designadamente criando as condições logísticas para o efeito e apostando na formação profissional dos trabalhadores.

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