Pequeno comércio

Mercearia na Feira tenta não ficar para trás: "Devia ser sempre assim"

Mercearia na Feira tenta não ficar para trás: "Devia ser sempre assim"

A cidade da Feira está sitiada. O movimento de viaturas é esporádico, os estabelecimentos estão fechados e são raras as pessoas que se aventuram numa qualquer deslocação pela rua. Mas há exceções.

As luzes reluzentes do reclame da Mercearia Bonzão, na Rua Comendador Sá Couto, sobressaem do cenário atípico e inanimado da tarde de sábado e a porta aberta dá o sinal à clientela para ali fazer as suas compras, como sempre aconteceu ao longo dos mais de 20 anos de existência deste estabelecimento.

Habituado a enfrentar tempos difíceis, ditados pelo surgimento das grandes superfícies comerciais, o proprietário, Jorge Araújo, não se deixa intimidar pela pandemia, mas mostra-lhe o necessário respeito e cumpre com as regras. "Decidimos estar abertos, porque somos obrigados pela atual situação de crise e concorrência" e por isso, realçou o comerciante, "quem fica para trás não sobrevive".

"De manhã trabalhou-se muito bem, de tarde vamos ver", afirmava Jorge Araújo, ao início da tarde, não mostrando desânimo perante um cenário em que a clientela ia surgindo a "conta-gotas". Por estes dias, as encomendas têm aumentado e a tarde é também aproveitada para fazer as entregas, em casa dos clientes.

Jorge Araújo diz que "devia ser sempre assim". "Todos os estabelecimentos, sem exceção, deviam fechar portas às 13 horas de sábado e só abrir na segunda-feira, mesmo sem pandemia". Contudo, "não o podemos fazer, porque temos as grandes superfícies sempre abertas", justificou o comerciante, mostrando-se mais temerário aos efeitos deste tipo de concorrência no seu negócio do que da pandemia.

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