Santa Maria da Feira

Sindicatos vão continuar a "pressionar" até reintegração de Cristina Tavares

Sindicatos vão continuar a "pressionar" até reintegração de Cristina Tavares

"Canta, canta, amigo canta", a música de António Macedo, interpretada pelo cantor de abril, Samuel, serviu de hino às dezenas de pessoas que, na tarde deste sábado, se juntaram em Lourosa, Feira, em mais uma manifestação de solidariedade para com a trabalhadora Cristina Tavares, despedida pela corticeira Fernando Couto-Cortiças, de Paços de Brandão.

O coreto do Largo da Igreja foi pequeno para acolher a massa humana que se uniu em torno da Tribuna Popular, promovida pelo Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte.

Cristina Tavares voltou a ouvir vozes de incentivo à sua determinação e a garantia de que vão continuar as ações na rua até que os processos pendentes em tribunal tenham um desfecho.

"Mês e meio depois, algumas pessoas pensavam que a contestação pública iria terminar, mas é para durar". "Isto vai continuar de freguesia em freguesia e o caudal de solidariedade vai-se alargar", garantiu Arménio Carlos, secretário Geral da CGTP IN.

Afirmou que as ações vão ser promovidas "até ao regresso da Cristina ao local de trabalho".

"Estamos a falar da Cristina e de outros trabalhadores que sentem o mesmo nos seus locais de trabalho", reiterou.

Arménio Carlos fez, ainda, referências à Autoridade para as Condições do Trabalho, (ACT), considerando que foi necessário "fazer muita pressão" para que esta atuasse e aplicasse as duas coimas de que foi alvo a empresa.

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"A ACT nem sempre cumpre com os seus deveres noutros locais do país. Não pode estar ao lado dos patrões, mas dos trabalhadores", disse.

Lembrou que este é "um processo que já tem uma dimensão nacional", deixando a certeza: "Vamos continuar a pressionar". "É necessário pressionar".

Já o coordenador do Sindicato dos Corticeiros, Alírio Martins, garantiu "não deixar esquecer o problema de assédio moral para com os trabalhadores".

Os partidos de Esquerda fizeram-se representar e deixaram, também eles, palavras de incentivo à trabalhadora.

"A cristina representa a situação de muitos trabalhadores do mundo laboral. Enfrenta uma situação de atropelo aos direitos laborais", adiantou a deputada do PCP, Diana ferreira.

José Luís Ferreira, Os Verdes, considerou "verdadeiramente inadmissível o que se está a passar [com Cristina]". "Vamos transformar este caso num exemplo às empresas que pensam estar acima da lei".

"Tudo isto é de uma violência e ilegalidade que tem que ser combatida. Há outras Cristinas que vivem no seu local de trabalho uma verdadeira tortura", afirmou, por seu lado, José Soeiro, do BE.

"Agradeço do fundo do coração este apoio. É importante, porque me dá forças para não ir abaixo", concluiu a trabalhadora Cristina Tavares, por entre palmas e muitas palavras de incentivo.

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