Santa Maria da Feira

Tribunal dá duas semanas para acordo entre Cristina Tavares e corticeira Fernando Couto

Tribunal dá duas semanas para acordo entre Cristina Tavares e corticeira Fernando Couto

Durou apenas 10 minutos a audiência das partes que, esta manhã, decorreu no Tribunal da Feira, relativa ao processo que Cristina Tavares intentou contra o despedimento que foi alvo por parte da corticeira Fernando Couto S.A., Paços de Brandão, Feira.

Neste encontro de partes, primeira fase do processo relativo à impugnação do despedimento que a trabalhadora levou a tribunal, é tentado um acordo que possa evitar o julgamento. Contudo, a juíza decidiu prolongar o prazo até ao próximo dia 10 de abril, para que empresa e trabalhadora possam chegar a um possível entendimento.

A reintegração no seu posto de trabalho, princípio exigido pela trabalhadora e que a empresa rejeita, poderá ficar pendente de um acordo monetário, que não será excluído à partida pelas duas partes.

Se ambas as partes se entenderem, o julgamento ficará sem efeito. Contudo, se no dia 10 não houver um consenso, avançam as datas para o início do julgamento.

A empresa terá depois 10 dias para apresentar o processo disciplinar que deu origem ao despedimento, cabendo de seguida à trabalhadora apresentar a contestação desse mesmo despedimento, no prazo de 15 dias.

O advogado de Cristina Tavares, Filipe Soares Pereira, considera que é prematuro antever um desfecho para os próximos dias, não fechando contudo as portas a propostas que possam surgir por parte da empresa.

No despedimento de Cristina Tavares, a empresa alegou justa causa, justificando com "comportamentos consubstanciadores da prática de um crime de difamação".

"Procedemos ao despedimento de Cristina Tavares (...) por ter ficado provado que a trabalhadora divulgou um conjunto de factos que bem sabia serem falsos e caluniosos", justificaram.

Já o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte considerou que o despedimento se tratou de uma consequência de um ato de "coragem e de resistência a meses de práticas humilhantes e degradantes", facto que, "foi considerado pela entidade patronal um crime".

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