Reciclagem

Sanjoanenses pagarão só o lixo que produzirem

Sanjoanenses pagarão só o lixo que produzirem

Até ao final do ano, tarifa deixará de ser fixa e indexada ao consumo de água.

Câmara Municipal de São João da Madeira prepara-se para implementar o designado sistema poluidor/pagador "Pay-As-You-Throw" (PAYT). Os sanjoanenses passam a ter a taxa de recolha indexada à quantidade de lixo indiferenciado efetivamente produzido.

Quanto mais lixo indiferenciado os sanjoanenses colocarem no respetivo saco para recolha pelos serviços, mais vão pagar na fatura mensal relativa à taxa de resíduos.

Ou seja, em vez de pagarem uma taxa fixa, que até aqui era definida pela quantidade de água gasta, vão passar a pagar pelo lixo que efetivamente produzem. O volume/peso dos resíduos produzidos por cada munícipe entrarão no cálculo do valor total a pagar.

Processo mais justo
A aplicação prática do PAYT vai demorar alguns meses. Fonte da Câmara Municipal afirma que está a ser elaborado o estudo com vista à implementação do futuro tarifário que estará concluído até ao final do ano.

"Este estudo, que contempla um programa piloto, inclui a definição de uma fórmula de calculo tendo por base o volume de resíduos recolhidos e a emissão de fatura, a título informativo, para os utilizadores do serviço", esclarece.

Depois de definido, o tarifário terá de ser enviado para apreciação e aprovação pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

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O presidente da Câmara Municipal justifica que a produção de resíduos, indexada ao consumo da água, como acontece atualmente, "é um procedimento inadequado e injusto para grande parte dos agregados familiares. Torna-se, portanto, premente implementar um processo justo e transparente, tendo por base o princípio do poluidor pagador". Jorge Vultos Sequeira considera que este sistema "irá contribuir para a redução da quantidade de resíduos indiferenciados produzidos e irá potenciar a recolha seletiva".

"Consideramos que o PAYT é o procedimento mais justo, uma vez que quem separa mais e contribui para a sustentabilidade da gestão de resíduos irá pagar menos comparativamente a quem não tem comportamentos adequados nesta matéria". O autarca refere, ainda, que se se traduz "num grande benefício ambiental, no que respeita à produção e tratamento de resíduos, ao mesmo tempo que se aplica um tarifário mais justo para o utilizador".

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