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São João da Madeira quer atingir neutralidade carbónica em 2030

São João da Madeira quer atingir neutralidade carbónica em 2030

O município de São João da Madeira pretende atingir a neutralidade carbónica no ano de 2030. O objetivo está traçado no plano para a transição energética do concelho e obrigará a uma redução de 49% das emissões com efeito de estufa e uma fatura de 40 milhões de euros.

Para atingir a meta da neutralidade carbónica (balanço neutro entre emissões de gases com efeito de estufa e o sequestro de carbono pelo uso do solo e florestas), definida pelo documento que mereceu a aprovação unânime dos partidos na Câmara Municipal, o município terá que reduzir 49% das suas emissões poluentes até 2030.

"É um plano extremamente importante, alinhado com as políticas nacionais e europeias", considerou o presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira

Na conferência de imprensa de apresentação do documento, o autarca ressalvou que o município passa a dispor de um "documento para avançar a candidaturas de fundos europeus".

Referindo-se à necessidade de "mobilizar a comunidade sanjoanense" para o respetivo plano, Jorge Sequeira lembrou que o município está já a dar alguns dos passos importantes para esse objetivo.

A eficiência energética que está a ser conseguida com a reabilitação da habitação social e de edifícios públicos, a iluminação Led que está a ser implementada e a criação e aposta futura nos postos públicos de carregamento de automóveis elétricos são alguns dos exemplos enumerados.

A Câmara irá implementar várias intervenções e promover, por exemplo, uma maior utilização do transporte público e de utilização de veículos elétricos, uso de bicicleta e deslocações a pé.

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O levantamento efetuado concluiu que o setor dos transportes é o mais poluidor, seguido da indústria.

Nesta vertente, Jorge Vultos Sequeira lembrou que o papel da autarquia passará, além de apoios eventuais, por um "papel político de mobilização e sensibilização". "Temos que criar uma meta e um caminho para a cidade", reiterou.

O custo desta neutralidade carbónica está orçado em 40 milhões de euros, num investimento público e privado. A Câmara prepara-se para concorrer aos fundos comunitários destinados a este objetivo.

Esta neutralidade carbónica do município sanjoanense para 2030 antecipa em cerca de 20 anos a própria meta nacional, que aponta o cumprimento desse objetivo até ao ano de 2050.

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