Acidente

Trabalhador queimado em explosão na lavaria da mina de Aljustrel

Trabalhador queimado em explosão na lavaria da mina de Aljustrel

Uma explosão no interior da lavaria da mina de Aljustrel provocou queimaduras num trabalhador de uma empresa subcontratada que presta serviço no interior do complexo mineiro de Aljustrel.

Desconhecem-se as razões que estiveram na origem da explosão, que ocorreu cerca das 17 horas desta segunda-feira.

Segundo apurou o JN, o ferido, considerado como grave, foi assistido no local pelos bombeiros de Aljustrel e depois transportado para o Hospital de Beja pela ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Castro Verde.

A vítima tem 32 anos e é natural de Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra. Segundo fonte do Hospital de Beja "entrou consciente e está a ser avaliado, para se saber se tem que ser transferido para um Hospital de Lisboa."

De acordo com o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Beja, no local estiveram nove operacionais e três viaturas dos Bombeiros e GNR de Aljustrel e a SIV de Castro Verde.

No decurso deste ano ocorrem dois acidentes no Complexo Mineiro da Almina, em Aljustrel, um na mesma zona da lavaria e outro na mina de Feitais, tendo dois trabalhadores perdido a vida e um terceiro sofrido ferimentos graves.

No dia 7 de março, um homem, de 35 anos, morreu quando abastecia um depósito de água, conhecido como Joper. Nuno Pinto, natural de Milhundos, no concelho de Penafiel, trabalhador da empresa Biniter-Aluguer de Máquinas de Terraplagens, Lda, com sede naquela localidade, foi trucidado pelo veio mecânico que transmite a propulsão entre o trator e o Joper.

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Antes, a 11 de fevereiro, uma pessoa morreu e outra ficou ferida com gravidade durante a queda de uma viatura ligeira de mercadorias 4x4 para um fosso, no interior da Mina de Feitais, localizada no lugar de Malha Ferro, em Aljustrel.

Os dois trabalhadores, mecânicos de profissão, trabalhavam para a Empresa Portuguesa de Desenvolvimento Mineiro (EPDM), que presta serviços para a Almina, proprietária da mina de Aljustrel.

Joaquim Maria Guerreiro, de 46 anos, residente em Vale da Eiras, freguesia de Ermidas-Sado, concelho de Santiago do Cacém, condutor da viatura, ficou encarcerado entre o volante e as chapas e teve morte imediata.

O ferido grave, João Corte Negra, de 25 anos, reside em Ervidel, concelho de Aljustrel, foi transportado para o Hospital de Beja, apresentando um quadro clínico definido como "muito complicado", tendo sobrevivido. Segundo apurou na altura o JN, o acidente ocorreu num troço da mina com um desmonte em aberto, não sinalizado, o que levou a que a viatura tivesse caído no vazio, de uma profundidade de 330 para 350 metros.

20 maio de 2015: Uma queda de um tapete rolante, de uma altura de 190 metros, esteve na origem a morte de Joaquim Gomes, de 49 anos, residente em Odivelas, concelho de Ferreira do Alentejo.

6 de outubro de 2017: Um homem, de 48 anos, ficou gravemente ferido na sequência de uma colisão entre um dumper (camião basculante) e uma carrinha de caixa aberta, a 200 metros de profundidade, deixando o seu condutor encarcerado. Ficou politraumatizado.

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