Beja

Festival Aéreo: 70 mil pessoas em comunhão com os militares

Teixeira Correia

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

 foto Teixeira Correia / JN

"Os céus, o asfalto e a terra de Beja e da Base Aérea (BA) 11 foram palco de uma festa do povo em comunhão com a nossa Força Aérea", opinião de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, generalizando o sentimento de quem partilhou as emoções do maior Festival Aéreo de sempre promovido em Portugal.

O dia 3 de julho foi um dia a todos os títulos memoráveis, para as 70 mil pessoas que se deslocaram à BA11 para assistirem ao "rasgar dos céus" pelas dezenas de aeronaves que integraram o evento, e que fizeram as delícias de grandes e pequenos. A nota nostálgica foi dada pela falta da esquadra acrobática "Asas de Portugal", que voava nos Alpha-Jet e que foi extinta em 2010.

Há 26 anos, desde 26 de maio de 1996 que não se realizava um Festival Aéreo com esta dimensão e toda a organização foi exemplar no acesso à BA11 como no seu interior. Viu-se um comungar de vontades e de bem-fazer como há muito não se via no nosso País e que mostrou o "Orgulho de Portugal".

O General Cartaxo Alves, Chefe do Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), referiu que "70x70 (os anos da FAP e os visitantes) foram a fórmula de sucesso do festival. Todos precisávamos disto, desde a Força Aérea a todos os portugueses, depois de dois anos de grande pandemia", concluiu.

Às 00,00 horas de ontem (domingo) seis paraquedistas da Equipa de Queda Livre do Exército, Os Falcões Negros" iluminaram os céus da noite de Beja e aterraram junto ao Complexo Desportivo da cidade, perante uma mole humana de cinco mil pessoas.

Para o Festival Aéreo que começava às 10 horas, as portas da BA11 abriram duas horas antes e muitas já eram as viaturas que foram fazendo fila que atingiu os 5 quilómetros, e chegou ao cruzamento do IP2.

Da cidade de Beja os autocarros das várias câmaras do distrito faziam um vai e vem constante. Os parques de estacionamento no exterior da BA11 eram muitos e lá dentro a organização teve um cunho "militar e de bem-fazer", com fáceis acessos à zona de exibição.

Os quatro quilómetros da placa de estacionamento das aeronaves esteve sempre apinhado de gente para ver a exposição estática de aeronaves e depois a exibição dos diversos aviões e das patrulhas acrobáticas, em que a Frecce Trocolori, da Força Aérea Italiana, levou ao rubro uma multidão que deixou de lado os quase 30 graus centígrados que se fizeram ontem sentir.

Correu o pano sobre o Festival Aéreo, hoje (segunda-feira) é de novo "dia de escola" na BA11, porque na sexta-feira continua o exercício Real Thaw 2022 com a presença de militares e aeronaves de sete países, incluindo Portugal, e da NATO.

Ao JN, a Proteção Civil Distrital e a GNR, fizeram um balanço "muitíssimo positivo" das operações montadas por ambas as instituições.