Investigação

Cigarro aceso provocou incêndio mortal num prédio em Beja

Cigarro aceso provocou incêndio mortal num prédio em Beja

"Um descuido da vítima mortal", André Rebelo, de 36 anos, terá estado na origem do incêndio que deflagrou num prédio de três andares, em Beja, na madrugada do passado dia 3 de agosto, foi a conclusão a que chegou o investigador da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo o relatório da PJ, "os indícios apontam para que se tenha deixado dormir com um cigarro aceso e terá acordado já intoxicado pelo monóxido de carbono, que não lhe permitiu a reação para furtar às chamas", justificam.

A vítima mortal do incêndio, natural de Ferreiros, concelho de Braga, era enfermeiro no Estabelecimento Prisional de Beja e vivia, desde o início de janeiro, num apartamento alugado no primeiro andar localizado na Rua de Lisboa, a artéria que faz a ligação do centro histórico da cidade. Quando os bombeiros controlaram as chamas e entraram no apartamento por uma das marquises, encontraram o corpo da vítima prostrado no chão de decúbito dorsal e totalmente carbonizado.

O alerta para o incêndio foi dado às 5.55 horas e ocorreu num edifício conhecido como "Apartamentos Lara", construído nos anos 60, pela família do antigo subsecretário de Estado da Cultura, António Sousa Lara, que teve que ser evacuado devido à intensidade do fogo.

Dois dias após o incêndio, numa vistoria dos técnicos da Divisão de Administração Urbanista (DUA) da Câmara Municipal de Beja, foi concluído que "o prédio não reúne as condições mínimas de habitabilidade",

Os proprietários e locatários dos vinte apartamentos do edifício estão até à presente data impedidos de habitar os mesmos, porque aguardavam a publicação do relatório da PJ, para saber se haveria imputação dos factos ao proprietário do apartamento onde o fogo teve início, para dar início às obras.