Beja

Greve de guardas prisionais adia julgamentos e inviabiliza visitas

Greve de guardas prisionais adia julgamentos e inviabiliza visitas

A greve de três dias dos guardas prisionais está a perturbar o funcionamento dos tribunais e, no caso de Beja, foi adiado um julgamento de um preso preventivo acusado dos crimes de violência doméstica, sequestro agravado, ofensa à integridade física qualificada e condução sem habilitação legal, por não ter sido conduzido pelos guardas prisionais desde o Estabelecimento Prisional para o tribunal da cidade.

Os factos ocorreram em fevereiro de 2019, em São Luís (Odemira), quando o arguido acompanhado de outros dois indivíduos, agrediu a ex-companheira com quem teve dois filhos e o namorado daquela, um rapaz ainda menor de idade. O arguido começou por ameaçar o casal que os "matava", além de "tirar as crianças" à mulher.

O casal, os dois filhos da mulher e o agressor foram levados de carro sobre sequestro para a casa do jovem, em Vila Nova de Milfontes, onde se mantiveram até serem libertados pela GNR. O julgamento foi remarcado para o próximo dia 8 de outubro.

O adiamento desde e de outros julgamentos fica a dever-se ao facto de não estar previsto nos serviços mínimos o transporte de presos para os tribunais. Também as visitas dos familiares aos detidos não se vão realizar durante os três dias da paralisação.

Os guardas prisionais iniciaram na passada sexta-feira um segundo período de uma greve de três dias, decidida pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) que visa "contestar várias medidas, como foi o caso da atual avaliação de desempenho e a recuperação de serviço congelado".

O último dia de greve sucede quando se assinala o Dia dos Serviços Prisionais, com a tomada de posse dos diretores de grande parte das 48 cadeias do país, entre as quais está a de Beja.

O número de guardas prisionais é de cerca de quatro mil distribuídos por 50 estabelecimentos prisionais. No caso do Estabelecimento Prisional de Beja existem pouco mais de meia centena de guardas para uma população de 220 presos, entre preventivos e condenados.