Beja

Ministro da Economia valoriza agroalimentar "como setor de grande futuro"

Ministro da Economia valoriza agroalimentar "como setor de grande futuro"

O ministro da Economia inaugurou esta terça-feira, em Beja, o Espaço Empresa, um dos 22 pontos que o Governo já criou e que abrange mais de 100 serviços do Governo Central.

Manuel Caldeira Cabral destacou que se trata de "uma das peças do Simplex, que surge não como uma simplificação, mas uma modernização administrativa", acrescentando que o Governo quer "uma administração pública que trabalhe ao lado e com os empresários".

"Queremos acabar com a ideia de se dizer aos empresários: isso não é aqui, tem que ir primeiro a 25 lugares e depois volta cá", acrescentou o ministro da Economia.

O Espaço Empresa (EE), a funcionar no edifício da Câmara Municipal, será um ponto único de atendimento ligado a 26 entidades da administração pública.

Dos 22 municípios onde funciona o Espaço Empresa, dois estão instalados no Alentejo, em Beja e Portalegre. Caldeira Cabral defendeu que os novos paradigmas de desenvolvimento passam pela região, destacando "a indústria agroalimentar, um setor de grande futuro"; o papel que o azeite tem, "tendo Portugal passado de importador para um grande exportador", além da aeronáutica e do turismo.

Para a instalação do Espaço Empresa em Beja, a Câmara Municipal assinou no passado dia 9 de abril um protocolo com a Agência de Modernização Administrativa (AMA), Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o IAPMEI-Agência para a Competitividade e Inovação, visando a criação de um Centro de Apoio Empresarial, o primeiro no distrito.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Beja justificou que se trata de "um espaço amigo das empresas e dos empresários", acrescentando que com isso "não haverá nenhuma explosão industrial em Beja".

Paulo Arsénio sustentou que a criação do EE "faz sentido onde as exportações tem crescido" e deu o exemplo do concelho de Beja que passou de "56 milhões de euros em 2014, para 120 milhões de euros em 2017", justificando que as importações se cifram em 80 milhões.

O autarca revelou que o projeto de expansão e infraestruturação da zona industrial vai ser ampliado para mais 25 lotes, um investimento de dois milhões de euros. "Não queremos criar parques fantasmas ou elefantes brancos", assegurou. O próximo passo "é a instalação de empresas transformadoras que criem emprego e tragam pessoas", disse, revelando que o concelho "perde população à média de 1% ao ano, passando há quatro anos de 35700 habitantes para 34 mil na atualidade".