Beja

Polícia suicida-se em casa da mãe com a arma de serviço

Polícia suicida-se em casa da mãe com a arma de serviço

António Broa, 42 anos, casado, pai de duas raparigas, agente do Comando Distrital de Beja da PSP, colocou, esta quinta-feira, termo à vida, utilizando a arma de serviço.

Residente em Ferreira do Alentejo, esteve de serviço na Esquadra de Beja até às 7.00 horas. Cerca das 20.15 horas, em casa da mãe, disse à progenitora que ia descansar, deitou-se e com a pistola de serviço deu um tiro na cabeça.

A ação terá sido premeditada tendo em conta que deixou todo o material da PSP arrumado em sacos: armas, carregadores, cinto, algemas, bastão, botas e fardas de trabalho. A farda principal estava impecavelmente pendurada num cabide na porta do guarda-fato.

Ainda não são conhecidas razões que levaram o agente a colocar termo à vida.

No local estiveram militares do Núcleo de Investigação Criminal da GNR, 3 operacionais dos Bombeiros de Ferreira do Alentejo, apoiados por duas viaturas. O corpo foi removido para o Gabinete Médico-Legal do Hospital de Beja, onde será autopsiado.

Segundo um estudo da subcomissária Sílvia Caçador, o suicídio é a principal causa de morte não natural entre os agentes da Polícia de Segurança Pública. O problema pode estar relacionado "com uma falta de acompanhamento psicoafectivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão", diz a autora.

Em 2015, foram registados oito suicídios na PSP. Em 2011, sete agentes colocaram termo à vida. Na GNR, segundo dados do Ministério da Administração Interna, registaram-se 11 suicídios em 2008 e oito em 2009 com oito casos. O ano passado, registaram-se sete suicídios.

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