Odemira

Casa de férias de Amália Rodrigues poderá estar restaurada até 6 de Outubro

Casa de férias de Amália Rodrigues poderá estar restaurada até 6 de Outubro

As obras de conservação da casa de férias de Amália Rodrigues, no Brejão, em Odemira, poderão estar concluídas até 6 de Outubro, disse o presidente da Fundação Amália Rodrigues, proprietária do imóvel.

Actualmente, segundo João Aguiar, estão a ser feitas intervenções de pintura e envernizamento no interior da casa, bem como obras de conservação no perímetro exterior, que incluem a limpeza das matas e a substituição de canalizações.

Contudo, a casa "não carece de grande intervenção", assegurou o dirigente, "porque é permanentemente limpa e cuidada como se fosse habitada".

De acordo com as expectativas de João Aguiar, é possível que as obras estejam concluídas antes de 6 de Outubro, data em que se completam 12 anos sobre a morte de Amália Rodrigues.

Garantindo que não há interesse por parte da administração em vender este património, o dirigente afirmou que a intenção é "dinamizar" o espaço e torná-lo "auto-sustentável".

"Estão a ser estudadas várias perspectivas, para ver se têm ou não rendibilidade", disse, acrescentando que a fundação só irá divulgar as suas intenções para a casa "quando tiver um projeto definido".

João Aguiar falou à agência Lusa esta tarde, durante uma visita ao exterior da casa de férias de Amália Rodrigues no Brejão, concelho de Odemira, que decorreu a pedido da Associação Diva Brejão, constituída no final do ano passado por um conjunto de cidadãos preocupados com a memória da fadista e em reabilitar este património.

Segundo Mário Rui Pereira, presidente desta associação, após algum receio inicial "errado" de que a casa estivesse "degradada", as duas entidades estão agora prontas a unir esforços no sentido de "promover e divulgar" o imóvel.

Para já, a associação pretende organizar uma exposição no Brejão, a inaugurar no dia 6 de Outubro, que poderá incluir imagens de reportagens fotográficas de casamentos realizadas na propriedade, bem como algum material pertencente à fadista, a ceder pela Fundação Amália Rodrigues.

De acordo com Mário Rui Pereira, as receitas deste evento serão doadas ao posto de saúde local, construído há cerca de dois anos, em homenagem ao desejo da fadista de que este "estivesse apetrechado com equipamento correto".