Inauguração

Clube Fluvial de Odemira renasce das cinzas um ano após incêndio criminoso

Clube Fluvial de Odemira renasce das cinzas um ano após incêndio criminoso

O Clube Fluvial Odemirense inaugurou, este domingo, o novo Centro Náutico, onde se inclui a sede social, incendiada há um ano. Um investimento de 517 mil euros.

A obra do Centro Náutico já tinha começado quando, na noite de 9 de outubro de 2021, um incêndio criminoso destruiu a sede do Clube Fluvial Odemirense (CFO). Este domingo, a agremiação, fundada em 1 de junho de 1984, inaugurou as novas instalações, qual "fénix renascida das cinzas".

O edifício fica instalado na zona ribeirinha de Odemira e teve um custo de 517 mil euros, sendo que a direção do CFO conseguiu 100 mil euros de fundos comunitários, dispondo de 125 mil euros do Orçamento Participativo de 2014 promovido pela Câmara Municipal de Odemira (CMO), que financiou os restantes 225 mil euros para completar a obra. O clube tem 42 atletas federados e 20 em formação, contando com 150 sócios.

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A direção, liderada por Ilídio Soares, convidou a população a associar-se a este momento da vida do clube, tendo sido descerrada uma placa alusiva à inauguração do Centro Náutico. Seguiu-se a prova da Taça de Portugal de Maratona - 4ª Subida Internacional do Rio Mira, em K4, com partida de Vila Nova de Milfontes e chegada à zona ribeira, junto ao novo espaço do CFO.

"Apesar do incêndio criminoso e avassalador, que destruiu as nossas antigas instalações e todo o equipamento desportivo de competição, o concelho de Odemira tem a partir de hoje uma nova estrutura desportiva", disse ao JN o presidente da direção do Clube Fluvial Odemirense. O novo edifício "é amigo do ambiente, integrado na zona ribeirinha e num local privilegiado para a prática desportiva", acrescentou Ilídio Soares.

"Ainda não recebemos qualquer verba da indemnização e ainda temos que pagar 1020 euros ao tribunal", disse o presidente do CFO ao JN .Durante a semana "foi oferecido um computador, para substituir o outro que ardeu e como foi recuperada toda a informação só no início do próximo mês vamos atualizar todos os dados do clube", rematou.

Incêndio criminoso para roubar bens

Eram 5.27 horas de 9 de outubro de 2021, um sábado, quando o alerta foi dado. Os Bombeiros Voluntários de Odemira chegaram ao local e já o edifício estava tomado pelas chamas, tendo ficado totalmente destruído. Muitas embarcações, acessórios de navegação equipamentos de ginásio também arderam, num fogo que causou danos superiores a 180 mil euros.

Ainda na tarde desse dia a Polícia Judiciária deteve Markolf Ipfelkofer, um cidadão alemão de 35 anos, como principal suspeito, tendo dois dias depois sido colocado em prisão preventiva. No passado dia 20 de junho, Ipfelkofer foi condenado por um Coletivo de Juízes do Tribunal de Beja, em cúmulo jurídico, a uma pena de seis anos e meio de prisão, pelos crimes de dano e furto, ambos qualificados.

O cidadão alemão foi ainda condenado ao pagamento de duas indemnizações cíveis ao CFO e à CMO. Ao clube, a indemnização pelos danos em embarcações e outros bens foi fixada em 108.652,67 euros e à autarquia pelos danos no edifício, sua propriedade, em 70.023,56 euros.

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