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Odemira acusa empresas e Zmar resiste a requisição civil

Odemira acusa empresas e Zmar resiste a requisição civil

Autarca diz que decisão devia ter sido tomada em abril e aponta o dedo a estufas que não dão condições a trabalhadores. Donos de aldeamento recusam ceder casas para infetados.

A população e o autarca de Odemira estão revoltados com a cerca sanitária imposta a duas freguesias com elevada incidência de casos de covid-19 (São Teotónio e Longueira/Almograve). Apontam o dedo ao Governo, por um lado, por ter tomado uma decisão tardia, e às empresas que trazem imigrantes para as estufas de agricultura, sem lhes dar condições de habitabilidade. Para garantir as quarentenas e isolamento, o Governo requisitou o empreendimento Zmar, o que incendiou os ânimos dos proprietários.

Pedro Moleiro, 45 anos, natural de Sintra, está dentro do empreendimento, cuja entrada está bloqueada com um trator agrícola. "Investi o meu dinheiro e, sem verão e com infetados de covid-19, vai pelo cano abaixo porque os investidores vão desaparecer".

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