Buscas subaquáticas suspensas

Autoridades ainda sem rasto de britânico desaparecido em Ourique

Autoridades ainda sem rasto de britânico desaparecido em Ourique

Nove dias e mais de 1100 horas depois, foram suspensas, esta quarta-feira, as buscas subaquáticas para encontrar Richard Chapelow, o cidadão britânico de 29 anos, desaparecido nas águas da barragem de Santa Clara, concelho de Ourique, desde o passado dia 20 de agosto.

A decisão foi tomada pelo comandante operacional no local depois das longas e desgastantes buscas que nunca permitiram encontrar sequer pistas que levassem a encontrar o corpo. No passado domingo, GNR e bombeiros fizeram a reconstituição do acidente, mas nem isso resultou.

Ao longo da operação foram empregues diariamente mais de 50 operacionais em terra, nas embarcações e mergulho, duas dezenas de meios terrestres e seis embarcações.

O alerta para o desaparecimento de Richard Chapelow, foi dado às 16.54 horas, de 20 de agosto, quando dez pessoas, todas de nacionalidade britânica, navegavam nas águas da barragem. Seis seguiam num barco que puxava uma boia, tipo banana, onde outros quatro seguiam encavalitados no insuflável.

Por motivos ainda desconhecidos, a boia virou-se e as quatro pessoas caíram à água. Três nadaram até ao barco, enquanto o quarto elemento nunca mais foi avistado.

Richard Chapelow era amigo dos quatro filhos do bilionário inglês Jon Hunt, de 65 anos, dono de uma fortuna avaliada em mais de 1,2 mil milhões de euros e proprietário do monte do Albricoque, localizado na freguesia de Santana da Serra, concelho de Ourique, onde se deu o acidente.

Segundo apurou o JN, apesar de o caso estar a ser tratado como um desaparecimento, a GNR, que esteve sempre no local a acompanhar as operações, vai fazer um relatório para o Ministério Público de Ourique, podendo o caso vir a ter outro tipo de tratamento.

No próprio dia do desaparecimento do britânico, foi emitido um comunicado em nome de Jon Hunt e da sua família, onde se manifestavam "devastados com a perda do Richard", sustentando que todos "os pensamentos e orações estão com a sua família", assegurando iriam "trabalhar de perto com as autoridades para perceber o que aconteceu".

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