Barcelos

Assistentes operacionais em greve acusam direção de escola de falta de apoio

Assistentes operacionais em greve acusam direção de escola de falta de apoio

A Escola Secundária Alcaides de Faria (ESAF), em Barcelos, esteve encerrada esta manhã de sexta-feira devido à greve dos assistentes operacionais. Os funcionários acusam a direção do agrupamento de nunca os ter apoiado nas suas reivindicações e o Governo de falta de respeito.

Os portões do maior agrupamento de escolas do concelho de Barcelos não abriram esta manhã como seria normal. O primeiro dia de aulas fica, assim, marcado por uma greve parcial, que se estendeu entre as 8 e as 11 horas. À porta, os assistentes operacionais, que se dizem "exaustos", sem apoio e com cada vez mais trabalho. "Temos alturas de ficar um só funcionário num piso. E estamos a falar de 24 salas. Como se consegue limpar e tomar conta dos alunos? É impossível", dizia Elvira Alvelos, trabalhadora há cerca de 20 anos na ESAF e encarregada de educação de uma aluna que entrou no oitavo ano.

A ESAF tem, neste momento, perto de 1800 alunos. Assistentes operacionais são apenas 25, sendo que dois estão de baixa médica. Mas os números poderão ficar ainda mais curtos no início de 2020, já que mais três trabalhadores, além dos dois que se reformaram entre o final do ano letivo passado e o início deste, poderão ir para a reforma.

"Esta é das poucas escolas do distrito onde os funcionários não têm a solidariedade da direção. Não está aqui ninguém para nos dar apoio", acusava também Vasco Santos, do Sindicato da Função Pública do Norte.

Outras Notícias