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Escola inaugurada em 2009 vai fechar "por falta de alunos"

Escola inaugurada em 2009 vai fechar "por falta de alunos"

A escola do 1º ciclo de Minhotães, em Barcelos, inaugurada em Setembro de 2009, após um investimento de um milhão de euros, vai fechar no próximo ano lectivo "por falta de alunos", segundo fonte municipal.

O encerramento é contestado pela Junta de Freguesia e pelos pais e encarregados de educação, que alegam que aquela é uma "escola modelo" e relembram os 49 alunos que frequentaram aquelas instalações no ano anterior (37 no 1º ciclo e 12 no pré-primário), pelo que prometem lutar para que continue aberta.

Segundo a vereadora da Educação na Câmara de Barcelos, Armandina Saleiro (PS), no próximo ano serão "apenas 30 alunos no 1º ciclo, um número que sofrerá um decréscimo significativo em 2012/2013".

A autarca admitiu que a construção daquela escola "foi um erro" face "ao forte decréscimo da natalidade" registado no concelho.

"Vai fechar, tal como consta da Carta Educativa", afirmou Armandina Saleiro, lembrando que, neste momento, "a escola não dispõe de biblioteca" e tem "turmas misturadas".

"Em termos de recusros humanos, não há hipóteses", referiu.

No ano lectivo 2012/2013, os alunos serão transferidos para o Centro Escolar de Viatodos, em fase de construção, que servirá também a freguesia de Grimancelos.

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Freguesia não entende o porquê do encerramento

Para o presidente da Junta de Freguesia Minhotães, António Silva (PSD), o fecho da escola "é inadmissível", até porque, segundo o autarca, "não há, há excepção dos novos centros escolares, nenhuma ecola tão boa como esta". "Onde Já se viu fechar uma escola com apenas dois anos?", questionou, lembrando ainda que no mesmo complexo existe um polidesportivo e balneários.

Esta quinta-feira, o presidente da Junta de Minhotães e os pais foram recebidos na Câmara de Barcelos, tendo ficado agendada uma visita da vereadora da Educação à escola no dia 6 de Julho, para reunir com os pais.

"A partir daí, logo se vê o rumo que as coisas levarão", disse Fátima Amorim, representante dos pais dos alunos da referida escola, afirmando ainda que "não há nada que justifique o encerramento da escola, há crianças, condições, há tudo", concluiu.

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