Braga

Barcelos vive o inferno dos incêndios

Barcelos vive o inferno dos incêndios

Mais de 230 operacionais combatem aquele que é o pior incêndio dos últimos anos no concelho de Barcelos.

O combate ao incêndio florestal que deflagrou pelas 14.58 horas de domingo em Tamel Santa Leocádia, Barcelos, e se propagou a outras freguesias "está a evoluir muito favoravelmente", informou o 2º comandante distrital de Braga da Proteção Civil.

Vítor Azevedo disse à Lusa que, pelas 21.30 horas, havia apenas "duas pequenas frentes ativas", nas freguesias de Perelhal e Palme. "O combate está a evoluir muito favoravelmente e as perspetivas são muito animadoras", acrescentou.

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A juntar aos bombeiros de diversas corporações do país estão os populares que acederam em peso ao apelo da Proteção Civil e ajudam com tudo o que podem, especialmente junto às várias habitações que chegaram a estar em perigo.

Apesar das ameaças, nenhum imóvel foi afetado até ao momento. Pelas ruas ou entre o mato são às dezenas os tratores que descarregam água numa luta difícil contra um incêndio que tem as altas temperaturas, o mato denso ou a constante mudança de direção do vento como aliados.

Norte do concelho fustigado

As freguesias de Feitos, Aldreu, Creixomil, Palme e Vila Cova, todas no norte do concelho, são as mais fustigadas por este incêndio que começou na freguesia de Tamel Santa Leocádia (a mesma em que há cerca de duas semanas também mobilizou largas dezenas de operacionais e meios), que galgou a Estrada Nacional (EN) 103, que liga Barcelos a Viana do Castelo, e que se estende por uma grande área de eucaliptal.

O 2º comandante distrital de Braga da Proteção Civil, Vítor Azevedo, explicou há instantes ao JN que foram pedidos aos presidentes de Junta e ao edil local para fazerem a ponte com os agricultores e populares para que estes se juntassem ao combate às chamas. "Têm sido inexcedíveis", foi a expressão usada por Vítor Azevedo que explicou que a dificuldade das operações está relacionada com o facto de a floresta estar "completamente desordenada e a limpeza ser inexistente. Temos vários aglomerados de casas e habitações isoladas muito metidas no que é o coberto florestal e isso cria-nos dificuldades acrescidas".

Devido à grave situação, o presidente da Câmara reúne na terça-feira, ao meio dia, a Comissão Municipal de Proteção Civil para avaliar a situação e aferir da necessidade de acionar o Fundo Municipal de Emergência.

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