Manifestação

150 "coletes amarelos" pararam trânsito em Braga

150 "coletes amarelos" pararam trânsito em Braga

São apenas 150 mas conseguiram parar o trânsito no nó de Ínfias, um dos principais acessos à cidade, sobretudo para quem vem da zona sudeste ou de Vila Verde e de Amares. O corte estendeu-se à Variante à cidade, a que vem da saída da auto-estrada A3, Porto-Braga, e que é a principal circular urbana de Braga.

A "manif" dos coletes amarelos trouxe, assim, grande perturbação a milhares de automobilistas, obrigados a procurar vias alternativas, pelo centro da cidade, para poderem chegar ao trabalho, nomeadamente as que se dirigem diariamente para Guimarães, Vila Verde e Barcelos.

Com filas enormes, o que, de resto, já é habitual na "cidade dos arcebispos" sobretudo em época escolar.

A PSP limitou-se a cortar o acesso à zona, postando dois carros e alguns agentes em vias que para ali confluem, não sendo visível a sua presença junto dos manifestantes.

No local, os únicos veículos cuja passagem foi permitida foi a das ambulâncias, já que o Hospital fica a dois quilómetros do local de concentração. Uma moto ainda tentou passar despercebida mas foi barrada e, na Variante aconteceu o mesmo a um ou outro carro isolado.

Os manifestantes, cujo número tende a aumentar com a chegada de pequenos grupos, não traziam faixas de protesto, ostentando tão só, uma ou outra bandeira nacional. Os organizadores, munidos de megafone, foram prometendo falar à comunicação social, mas acabaram apenas por ler, com aplausos, um comunicado nacional da PSP que dizia que o único corte legal de estrada, e que estava permitido, era precisamente o do nó de Ínfias. Não gritaram palavras de ordem nem quaisquer outras alusivas ao protesto. E disseram que não falariam.

A situação manteve-se, pois, calma, sem aparato policial, e sem desacatos. Apesar disso, um ou outro transeunte não se conteve e envolveu-se em palavras duras com manifestantes, contra o protesto, mas sem arrufos de maior: "Gostas de pagar 65 cêntimos de impostos na gasolina?", retorquia um dos presentes.

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