Braga

Aluna diz ter sido agredida por professora

Aluna diz ter sido agredida por professora

Uma aluna do 4.º ano, da escola básica da Estação, em Tadim, Braga, queixa-se de ter sido agredida por uma professora do 3.º ano. A direção do agrupamento garantiu a abertura de um processo de averiguações.

Foi atribulado o início das aulas, esta quarta-feira, na EB de Tadim. À porta, Maria Isabel Silva exigia explicações da professora que, alegadamente terá agredido a filha, Inês. A GNR foi chamada ao local e identificou a encarregada de educação, por alegadamente causar desordem.

"A minha filha chegou a casa com o cotovelo todo esfolado. Perguntei-lhe o que se tinha passado e ela disse que tinha ido à porta, onde a professora estava a falar com outros professores e que uma dessas professoras a empurrou contra a parede", relata Maria Isabel.

Perante a confrontação, a professora em questão negou qualquer agressão, mas o frente-a-frente foi interrompido pela GNR que desobstruiu a entrada. Por essa altura, muitos dos pais que levavam os filhos à escola juntaram-se, na entrada, manifestando descontentamento com algumas das mudanças em curso, emanadas do Agrupamento de Escolas do Trigal de Santa Maria.

José Sil, diretor do Agrupamento garantiu a abertura de um processo de averiguações sobre a alegada agressão e demonstrou "total abertura para ouvir os pais e encontrar as melhores soluções para a escola. Até já convocámos os representantes de cada sala de aula para abordar as mudanças".

Já quanto às mudanças, entende que estas "geram sempre animosidade, devido a bairrismos". Em causa está a mudança da coordenadora da escola da Estação. A também professora do 4.oºano foi substituída e os pais temem que esta "meta atestado médico. Estamos a um mês do final do ano letivo e pode trazer muitos problemas", alegaram.

José Sil entende que este assunto decorre de uma escolha em que "não foi questionada a competência da anterior coordenadora. São opções que decorrem de avaliações que fazemos", disse ao JN.

Queixa na Inspeção Geral de Educação

A mãe da aluna alegadamente agredida vai avançar com uma queixa para a IGE, após comunicar ao presidente do Conselho Geral da escola.

Situações idênticas avançam para inquérito

Em casos similares, a Direção Geral de Educação cria uma comissão de inquérito, após receção da participação. Os pais e os professores são ouvidos, assim como as testemunhas constituídas.

Vereadora da Educação apela ao bom senso

Palmira Maciel lembra que, em Educação, "temos que estar atentos todos os dias", para lembrar que em casos semelhantes procura "fazer a ponte para o consenso".

Federação da Associação de Pais

"Pais estão mais participativos e atentos à vida das escolas. Sabem os seus direitos e exercem maior vigilância. Atenção que é turma do 4.º ano e falta um mês para o fim do ano", disse José Lopes.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG