Manifestação

Amas exigem subsídio de alimentação em protesto em Braga

Amas exigem subsídio de alimentação em protesto em Braga

Mais de uma dezena de amas do concelho de Braga estiveram, esta sexta-feira de manhã, à porta da Segurança Social num protesto em que exigiram o reposicionamento do escalão salarial e subsídio de alimentação.

"Não temos direito ao nosso subsídio de alimentação e temos muitos gastos extras. No inverno, gastamos o dobro da luz, o dobro do gás e da água. Temos de complementar muita coisa, porque muitas crianças não trazem lanche digno e não vamos deixá-las passar fome", relatou Engrácia Silva, há 22 anos na profissão.

Carla Gonçalves, porta-voz das queixosas, falou, também, da necessidade de se reverem os subsídios de alimentação que são destinados às crianças. "Se as amas tiverem crianças do terceiro ou quarto escalão têm que as alimentar todos os dias. Não recebem um único cêntimo para alimentar estas crianças", asseverou.

Carla Gonçalves acrescentou, também, que "uma das principais reivindicações é o reposicionamento do escalão" para estas trabalhadoras. Depois de quase 30 anos a exercerem a profissão com "falsos recibos verdes", a 1 de setembro de 2019 passaram a integrar a Função Pública, "mas foram reposicionadas no primeiro escalão, como se nunca tivessem trabalhado para a Segurança Social", lamentou a porta-voz, falando de um salário líquido que ronda os 550 euros.

Ao JN, o Instituto da Segurança Social não admitiu mais apoios para estas trabalhadoras. O organismo público adianta que, quando as amas assinaram o contrato de trabalho em funções públicas, no âmbito do PREVPAP, na cláusula referente ao subsídio de alimentação, estava expresso que este "só é devido quando não tenham crianças ao seu cuidado e tenham que desempenhar funções nas instalações dos serviços".

"As amas não estão em teletrabalho. Desenvolvem sim o seu trabalho nas suas residências, como é próprio da sua atividade", acrescenta o Instituto de Segurança Social.

Atualmente, o Centro Distrital de Braga conta com 61 amas, duas das quais a exercerem funções no edifício-sede, por terem ficado sem crianças a seu cargo.

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