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Apresentada queixa contra a presença de "voluntários" de candidatura independente a S. Victor

Apresentada queixa contra a presença de "voluntários" de candidatura independente a S. Victor

A Mesa de voto "número 1" da Assembleia de Freguesia de São Victor, em Braga, enviou uma queixa à Comissão Nacional de Eleições protestando contra a presença de 20 "voluntários" do candidato independente Ricardo Silva à junta de freguesia, nos corredores da Escola Carlos Amarante, onde decorre a votação.

Sofia Alcaide, presidente da Mesa, argumenta que a presença de "voluntários" que se prontificam a ajudar as pessoas a ir votar não é legal por violar a lei eleitoral, e diz que tal pode resultar em tentativa de pressão sobre os eleitores.

"O atual Presidente do Executivo da Junta de São Victor Ricardo Silva, candidato à presidência da junta de freguesia pelo movimento Ricardo Silva 2021, colocou várias pessoas identificadas com colete amarelo, para além dos membros do executivo atual, a encaminhar os eleitores para as mesas de voto. Nenhum destes ditos voluntários é membro de mesa, delegado, membro do executivo da Junta ou mandatário das candidaturas, sendo a maioria membros da lista candidata à junta de Ricardo Silva 2021", refere a queixosa.

E acrescenta: "Os ditos voluntários têm adotado comportamentos que extravasam a voluntariedade da indicação do local de voto, preconizando uma verdadeira forma camuflada de fazer campanha em dia de eleições e indicação objetiva do voto a terceiros, levando pessoas a votar ao arrepio da boa prática e lei democrática".

Sofia Alcaide acentua que "a situação não foi previamente definida na reunião para a eleição dos membros da mesa, nem articulada com os diversos partidos e movimentos candidatos".

A este propósito, João Granja, da Coligação Juntos por Braga, disse ao JN que se trata de um atentado à democracia e à lei eleitoral, já que não foi previamente concertado e exclui todos os outros candidatos".

"Os voluntários, entre eles a ex-vereadora do CDS na Câmara e mulher do candidato, Lídia Dias, recebem o eleitor, levam-no à mesa de voto e falam com ele pelo caminho, supondo-se para o influenciar", acusa, dizendo que tal nunca ocorreu em nenhuma eleição em Portugal.

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Ricardo Silva diz receber a acusação com "estranheza", uma vez que "grande parte destes voluntários já fez parte da equipa das Eleições Presidenciais e até mereceram um voto de louvor apresentado pela coligação Juntos por Braga". Para o candidato independente, a denúncia de uma campanha camuflada "é absolutamente ridícula e despropositada, porque não houve essa preocupação nas Presidenciais".

"Há pessoas de outras sensibilidades partidárias que estão cá. E não é um encaminhamento à cabine de voto, estão simplesmente a orientar para as filas. Mas estaremos cá para responder por estas ações", acrescentou Ricardo Silva, sublinhando que Sofia Alcaide, presidente da Mesa de voto, também fez parte "das voluntárias que esteve a fazer este trabalho nas Presidenciais".

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