Braga

Arte digital e música eletrónica unem Braga e Guimarães

Arte digital e música eletrónica unem Braga e Guimarães

Theatro Circo e Centro Cultural Vila Flor acolhem, a partir desta terça-feira e até sábado o festival Semibreve, criado no ano passado, mas já com créditos firmados no panorama cultural. De resto, este evento pretende funcionar como elemento agregador das capitais, da Cultura, em Guimarães e da Juventude, em Braga.

Além de alguns nomes de topo, no panorama musical, o evento apresentará resultados da produção científica, no campo das artes digitais, produzida pela Universidade do Minho.

O Theatro Circo, em Braga, e o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães serão cenários para concertos, instalações, workshops e uma mostra de trabalhos produzidos pelos alunos do Mestrado em Tecnologia e Arte Digital da Universidade do Minho.

Vladislav Delay é o pseudónimo com que o compositor e percussionista finlandês Sasu Ripatti se apresenta, no dia 4, no Centro Cultural Vila Flor. Tido como um dos mais inovadores e influentes músicos electrónicos das duas últimas décadas propõe uma visão unicamente bela e fractal da música electrónica. No currículo apresenta trabalhos com artistas como Rhythm and Sound, Black Dice, Massive Attack ou Ryuichi Sakamoto. Vladislav Delay apresentará o décimo álbum, "Vantaa", lançado no fim de 2011. A componente visual da actuação de Delay ficará ao cargo da alemã Antye Greie, também conhecida como AGF.

Nesse mesmo dia, véspera de feriado, atua Stefan Betke, também conhecido por Pole, nado e criado em Dusseldorf, onde tocava sintetizadores em várias bandas. Em Colónia trabalho na aclamada e influente trilogia "1", "2" e "3", completando-a em Berlim depois de para lá se mudar em 1996.

Grischa Lichtenberger, um alemão de Dusseldorf, fecha o cartaz do dia 4. Para além da expressão musical, Grischa alarga o processo criativo à arte em geral.

Já na sexta-feira, no Theatro Circo, atuam os Mouse on Mars, reconhecido pelo grupo de eletrónica que se reinventa a cada ano que passa. Há duas décadas que Andi Toma e Jan St. Werner lançam hits e o último LP da banda, Parastrophics, é uma visão arrojada da música experimental.

Braga recebe, ainda, Roly Porter, responsável pela emergência do dubstep e "emptyset", um projeto originário de Bristol, formado em 2005 por James Ginzburg e Paul Purgas.

No dia 6, ainda no Theatro Circo, Ben Frost apresenta os originadas inspirados no minimalismo clássico como do Punk e do Metal, a lembrar NIN, de Trent Reznor. O Japonês Ryoji Ikeda é outro dos presentes e fará propostas que não deixarão ninguém indiferente, já que é considerado um dos artistas internacionais que melhor conjuga os meios visuais e sonoros.

O percussionista e compositor Gustavo Costa e marca presença com o projeto "Most People Have Been Trained To Be Bored", onde explora fontes sonoras como objectos percussivos, piano preparado e síntese electrónica.