Confinamento

Braga com ruas mais vazias mas estradas movimentadas

Braga com ruas mais vazias mas estradas movimentadas

Justino Silva, dono de um restaurante em Braga, pensou que, esta manhã, quando saísse de casa para trabalhar, ia encontrar "três ou quatro pessoas" no autocarro. "Mas estava cheio e vi o mesmo trânsito dos outros dias", afirmou o empresário, criticando as "muitas exceções" às regras de confinamento que se iniciou esta sexta-feira.

Apesar das estradas movimentadas, o centro da cidade estava, contudo, mais vazio que o habitual, apenas com alguns idosos e estudantes a circularem. Fernando Cunha, do quiosque da Arcada, assumiu ter visto apenas um episódio de aglomeração, junto ao chafariz, que foi resolvido pela PSP. "A maioria das pessoas veio buscar o jornal e o tabaco e foi-se embora", constatou.

É o caso de Maria Maia, moradora no centro da cidade. Reformada, garantiu ter saído de casa "apenas para comprar o jornal". "Está mesmo pouca gente na rua. Acho que as pessoas estão a respeitar o confinamento", sublinhou.

"A rapaziada nova é que não tem cuidado. Saem das escolas aos montes e, às vezes, sem máscara", atirou José Fernandes, junto da mulher, Manuela. Também reformados, saíram à rua "para ir à farmácia e fazer o totoloto". "Mas não concordo com estas medidas, porque umas coisas estão abertas e outras não", afirmou o bracarense.

A mesma opinião tem Justino Silva, que não se importaria de fechar todos os serviços do restaurante para um confinamento geral do país. "É difícil explicar a um cliente que não posso servir um café", desabafou o empresário, que decidiu manter a trabalhar cinco funcionários para responder aos pedidos de takeaway. "Estão ali as cozinheiras só a fazer as batatas fritas", elucidou.

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Apesar do confinamento, os restaurantes e estafetas não notaram mais pedidos de entregas de refeições em casa.

À hora de almoço, o mercado municipal estava praticamente vazio. Mas os efeitos do confinamento nos negócios começaram a sentir-se já nos últimos dias. "Os restaurantes deixaram de fazer pedidos há dois dias", lamentou Hélder Vilas Boas, dono de um talho.

"Ontem, pensávamos que ia vir muita gente abastecer-se, mas foi fraquinho. Não teve nada a ver com o primeiro confinamento", concluiu Matilde Silva, dona de uma banca de frutas e hortícolas.

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