Mobilidade

Braga investe 15 milhões de euros em 30 autocarros elétricos novos

Braga investe 15 milhões de euros em 30 autocarros elétricos novos

Viaturas devem chegar até ao final do próximo ano. Linhas no centro da cidade vão ser reforçadas e tempo de espera diminuídos.

Até ao final do próximo ano, é esperado que cheguem a Braga mais 30 autocarros elétricos, fruto de um investimento de 15 milhões de euros, dos quais oito milhões serão financiados por fundos comunitários. A candidatura dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) ao programa europeu POSEUR, aprovada esta semana, prevê ainda 16 novos postos de carregamento para as viaturas.

"Esta nova aquisição de 30 viaturas pesadas, com propulsão 100% elétrica, com zero emissões de gases com efeito de estufa, vem reforçar a estratégia de descarbonização do parque de viaturas dos TUB, juntando-se assim às 38 viaturas limpas já adquiridas entre 2018 e 2021", explica a empresa municipal, referindo-se aos 25 pesados de passageiros a gás natural e aos 13 autocarros elétricos que já circulam pela cidade.

Segundo o administrador, Teotónio dos Santos, o investimento na frota vai permitir "o abate de um grande número de viaturas que já não cumprem a resposta necessária". Além disso, está previsto um reforço das linhas "40 e 41", que fazem os circuitos urbanos, passando de uma cadência de meia hora para 20 minutos. Em carteira está, também, uma nova linha que ligará o Hospital Privado, em Nogueira, à Universidade do Minho, pela Avenida de D. João II, "uma zona de grande expansão com empresas e habitação", explica o responsável.

Conquistar clientes

A expectativa da empresa é que a aposta nos transportes públicos volte a conquistar os clientes que se perderam durante a pandemia. Em 2019, os TUB terminaram o ano com 12,5 milhões de passageiros. No final de novembro do ano passado, ainda, só tinham chegado "a 8,1 milhões", de acordo com os dados avançados ao JN pela vereadora Olga Pereira.

Recuando a 2020, primeiro ano da pandemia, as 135 viaturas que servem todas as freguesias do concelho transportaram cerca de 6,9 milhões de passageiros, quase metade da realidade pré-pandemia.

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Com os autocarros elétricos, a empresa prevê, também, "melhores índices de sinistralidade rodoviária", "aumento da fiabilidade da frota" e uma "redução dos custos operacionais".

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