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Braga Romana atrai multidão com sede de festas na rua

Braga Romana atrai multidão com sede de festas na rua

Evento termina este domingo, com casamento e funeral romanos. Barracas de comes e bebes imparáveis ao almoço e jantar.

Desde a passada quarta-feira que, a meio da manhã, Pedro Faria chega à barraquinha do Sustento Romano para acender o fogareiro, de onde vão sair carnes e chouriças assadas. Perto do meio-dia, o movimento na Braga Romana acelera e as mesas de comes e bebes enchem-se de gente. Nas ruas, há mercadores com tiaras coloridas, incensos, frutos e muitas encenações que chamam a atenção. Este domingo, um espetáculo com fogo, a seguir ao casamento e ao funeral romanos, encerram o programa.

"A partir das 11.30 horas começo a pôr as carnes a assar. Tem vindo muita gente, tanto ao almoço como ao jantar. As pessoas precisavam de sair", afirma Pedro Faria, já de volta do fogareiro. Mais ao lado, Teresa Rodrigues, da Taberna Lagarelhos, também não tem mãos a medir para responder aos pedidos de sandes de porco. "Há muitos turistas e muitos brasileiros", refere, garantindo que a feira regressou com "mais gente" do que na pré-pandemia.

"Tem muito mais gente do que antes da pandemia", corrobora Andreia Martins, bracarense que se juntou à madrinha, Júlia, para petiscar. "Gosto mais de vir cá para comer, mas as danças também são muito bonitas", refere a jovem.

Turistas

Clemente Lopes, que gere um negócio de venda de fruta, confirma que os dias "têm corrido bem". "Há muitos turistas brasileiros e espanhóis", observa, enquanto serve Isabel Costa, uma professora de Braga que, habitualmente, não perde a oportunidade de "dar uma voltinha e fazer umas compras" na Braga Romana.

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"Trabalho no centro e aproveito a hora de almoço. Como sou professora, também, costumo trazer os alunos", conta Isabel Costa. A docente gosta de os guiar pelo acampamento romano, mas também aproveitar as atividades pedagógicas, "como as aulas de filosofia para crianças". "Há sempre atividades a decorrer e é fácil aproveitar o programa", elogia.

Ana Pinto e Rafael Pereira, atores que encarnam um "casal de patrícios", consideram que o público "estava com sede de voltar a ver as cores, os cheiros e culturas diferentes do quotidiano". "Querem tocar, ver, mexer. São visitantes muito interessados", atesta a artista, confessando que a própria estava "com saudades de estar com a comunidade".

Além das ruas do centro histórico, onde há música e danças orientais a acontecerem, a cada passo, os espaços culturais, também, têm atividades previstas para este domingo, dia de encerramento. Logo pela manhã, às 10 horas, a Fonte do Ídolo recebe uma visita encenada. Depois, há rituais às divindades nas Termas Romanas da Cividade, artes e ofícios para aprender no Seminário de Santiago, teatro no Museu D. Diogo de Sousa e aulas de filosofia na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

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