Braga

BragaHabit​​​​​​​ investe 24 milhões em 40 novos fogos

BragaHabit​​​​​​​ investe 24 milhões em 40 novos fogos

Empresa municipal de Braga vai reabilitar 750 casas. Câmara compra terrenos à igreja para fazer obras no bairro do Picoto

A empresa municipal BragaHabit assinou um contrato com o IRHU-Instituto para a Habitação e Reabilitação Urbana para o financiamento com 17,1 milhões de euros, através do "1.º Direito - Programa de Apoio à Habitação", da construção de 40 novos fogos e reabilitação dos 750 que já possui.

O administrador Carlos Videira revelou ao JN que, ao todo, a BragaHabit investirá 24,2 milhões de euros até 2026, três milhões dos quais em novos apartamentos e o restante em reabilitação e em projetos de eficiência energética.

As primeiras obras de requalificação arrancam, ainda este ano, em apartamentos do bairro das Andorinhas.

Videira acrescentou que a empresa vai ainda duplicar, de 800 mil para 1,6 milhões de euros, também até 2026, o investimento anual no RADA - Regime de Apoio à Habitação, que em 2021 financiou o pagamento da renda de casa a mais de 600 famílias.

O gestor municipal adiantou ainda que, para além do investimento da BragaHabit, a própria Câmara fará investimentos no parque habitacional que detém, o que fará crescer o investimento em mais de 10 milhões.

Está prevista a aquisição à Arquidiocese dos terrenos onde foi construído, nos anos 80 do século passado, o bairro social do Picoto, e que nunca saíram da posse da Igreja Católica. As partes já chegaram a acordo para a compra por 200 mil euros, mas a realização da escritura notarial está pendente de pormenores burocráticos que se prendem com o registo antigo da outrora chamada Quinta da Mitra, propriedade da Arquidiocese.

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O bairro do Picoto está em adiantado estado de degradação, mas a sua reabilitação só pode avançar com apoio do "1.º Direito", o que implica que seja o Município o detentor dos terrenos.

O complexo habitacional alberga 47 famílias, mas os edifícios são considerados indignos. Em princípio a maioria das habitações será para requalificar, pelo que não existirá a necessidade de realojamento dos moradores, a não ser, eventualmente, durante as obras.

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