Protestos

"Coletes" em Braga são menos que o esperado mas cortam acessos

"Coletes" em Braga são menos que o esperado mas cortam acessos

Quatro horas e meia depois do início da concentração dos "coletes amarelos" em Braga, a situação no Nó de Ínfias ou na Variante urbana à cidade continua igual: o acesso à cidade e a saída para a Variante do Cávado estão cortadas. Apenas passam ambulâncias e, depois de negociações e explicações, os familiares dos doentes que nelas venham e se dirijam ao Hospital, a cerca de dois quilómetros de distância.

A PSP observava o cenário à distância e apenas se limitava a exigir a retirada de uma dezena de viaturas paradas junto ao Nó, algumas pertencentes a manifestantes ou mesmo a jornalistas. As duas variantes estão assim desertas. O protesto, que tem decorrido de forma pacífica, envolve apenas centena e meia de "coletes", número muito inferior ao que os organizadores esperavam na concentração de Braga, já que previam a vinda de pessoas de Guimarães, Famalicão e Barcelos, o que se não verificou. "Marcámos presença e vamos continuar. As pessoas ainda têm medo de sair à rua e lutar pelos seus direitos", disse um dos manifestantes ao JN, sob anonimato.

O corte das duas vias, estruturantes para o tráfego citadino, obrigou milhares de automobilistas a levantarem-se mais cedo e a optarem por desvios pelo centro de Braga. Prejudica, também, o acesso à zona dos hipermercados e centros comerciais, servidos por aquelas vias, complicando as compras de Natal, que, nos últimos dias, têm trazido alguns engarrafamentos na urbe.

A pouca adesão de "coletes" obrigou os organizadores a colocarem de lado, a ideia, que tinha sido prevista para a tarde, de fazerem uma marcha pacífica até ao centro da cidade, até junto da chamada Arcada.

O protesto, e apesar da chuva "morrinhenta", vai prosseguir de tarde, devendo estar concluído ao final do dia.

Protesto ficou marcado por discussões entre manifestantes

Em declarações aos jornalistas, um representante do movimento que organizou o protesto, Filipe Silva, explicou que o objetivo é "comer as batatas na estrada" -- ou seja, ficar até à ceia de Natal -, salientando que "não há hora para acabar o protesto".

O início do protesto foi marcado por uma altercação entre os manifestantes e um automobilista que furou o bloqueio, tendo depois disso decorrido a manifestação de forma pacífica.

A desmobilização começou de forma pacífica, mas quando chegou a altura de retirar o último camião bloqueado, que não pertencia ao grupo de manifestantes, os ânimos exaltaram-se com uma discussão.

Os agentes das PSP presentes no local falaram com os "coletes amarelos" e no final o camião acabou por fazer marcha atrás com a ajuda da polícia.

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