Religião

D. José Cordeiro aceita a nomeação para arcebispo de Braga "com fé humilde"

D. José Cordeiro aceita a nomeação para arcebispo de Braga "com fé humilde"

D. José Cordeiro nomeado esta sexta-feira arcebispo da Arquidiocese de Braga disse que acolhe "com fé humilde" a missão que o Papa Francisco lhe confia.

"Sei que o Bispo não é de uma Igreja, mas é da Igreja. Todavia sinto um misto de gratidão e saudade. Tudo é dom da Graça. Em 2011, o Papa Bento XVI pediu-me para servir a querida diocese de Bragança-Miranda como Bispo. Agora, o Papa Francisco pede-me para peregrinar com ardor apostólico até Braga, da qual nasceu Bragança-Miranda em 1545 e se reconfigurou em 1881", explicou num comunicado enviado ao Jornal de Notícias.

D. José Cordeiro, natural de Angola, mas com fortes ligações familiares à freguesia de Parada, em Alfândega da Fé, onde viveu, despede-se da Diocese brigantina com as palavras de Miguel Torga: "Foi desta realidade que parti, e é a esta realidade que regresso sempre, por mais voltas que dê nos caminhos da vida. É uma certeza de marcos com testemunhas, que nunca me deixa desorientado quando quero avivar as estremas da alma (...) Nasci povo, povo continuo e povo quero morrer".

Deixa ainda uma palavra de gratidão aos vários órgãos e estruturas da Diocese de Bragança-Miranda, bem como para todas as Autoridades autárquicas, civis, académicas, forças de segurança e proteção, órgãos de comunicação social e paras todas as instituições, sobretudo, a Cáritas, as Fundações e Centros sociais paroquiais, e as Misericórdias "pela sua cooperação recíproca".

Deixa também uma mensagem aos paroquianos da Arquidiocese de Braga. "O meu desejo é aprender convosco a configurar-me em cada dia com a palavra de Jesus que diz: "Estou no meio de vós como aquele que serve (Lc 22, 27)". Admitindo que "o desafio é grande, mas que a força maior é a alegria do Senhor".

Desde 2011 à frente da Diocese de Bragança-Miranda, o bispo mais jovem de Portugal afirma que "a Igreja presente em Braga peregrina há muitos séculos com enormes rasgos de santidade, o rosto mais belo da Igreja e, ao mesmo tempo, com inúmeras estruturas geográficas, culturais, pastorais e antropológicas. Ao olhar a longa história da Arquidiocese de Braga encoraja-nos o dom de tantos homens e mulheres, nomeadamente: Martinho de Dume, Geraldo, Frutuoso, Bartolomeu dos Mártires, Alexandrina de Balazar, Bernardo de Vasconcelos".

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Por outro lado, considera que é "tempo para agradecer o passado, renovar o presente, bem como sonhar e desenhar o futuro".

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