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Empresa que explora a Casa dos Coimbras garante que miradouro é legal

Empresa que explora a Casa dos Coimbras garante que miradouro é legal

"O miradouro, de 16 metros de altura, que colocamos no espaço anexo à Casa dos Coimbras, em Braga, é legal e a sua edificação, com caráter temporário, foi feita com a concordância dos serviços camarários". A garantia é dada ao JN por Luís Aguiar Campos, gestor da empresa "Torre dos Coimbras" que explora alguns dos espaços da Casa com o mesmo nome, ou seja, o jardim com esplanada (bar e restaurante) a que chama de café-museu, a Capela seiscentista e a Torre anexa, e, agora, o miradouro, uma estrutura de ferro, a partir da qual se tem uma vista de 360 graus sobre o centro histórico da cidade.

"Edificámos o miradouro para fazermos uma experiência de três meses, numa espécie de prova de conceito. Se concluirmos que vale a pena, faremos então uma outra, com perfil definitivo e que queremos que seja icónica em Braga, como que uma obra de arte", explicou, salientando que já foram investidos 200 mil euros no espaço para o tornar um polo de atratividade cultural e turística, que dá emprego a dez pessoas.

O empresário salientou que, nesse caso, será apresentado um pedido formal de licenciamento à Câmara, o que agora não foi necessário dado o caráter provisório da estrutura atual, a funcionar desde 15 de agosto.

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Conforme o JN ontem noticiou, os serviços de Fiscalização da Câmara de Braga foram quinta-feira ao local, facto a que Luís Aguiar Campos não atribuiu relevância, até porque partiu de uma queixa de um cidadão da zona: "tínhamos feito o miradouro com a supervisão camarária, nomeadamente em termos da segurança da estrutura", contrapôs pondo de lado a possibilidade de o Município lhe aplicar uma coima.

Já sobre as críticas à colocação de torniquete que dá acesso à Capela, construída em 1525, o gestor diz que visa, apenas, limitar o número de pessoas que, numa dada hora, estão no seu interior.

Diz que, quando a firma tomou conta da Capela, ela apresentava sinais visíveis de degradação, tendo, por isso, sido feita uma primeira intervenção para estancar a degradação: "numa segunda fase procederemos ao restauro do interior", sublinhou.

Luís Aguiar Campos revela que o acesso a todas as valências, incluindo o miradouro, custa cinco euros por pessoa, mas com direito a uma bebida no bar: "queremos ser uma mais-valia no turismo e na vida cultural da urbe", disse, garantindo que nunca atuam de forma ilegal.

O conjunto é património nacional desde 1910, sendo propriedade de uma família local, atualmente a residir no Porto.

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