Braga

Greve fechou escolas em Braga e pais lançam críticas

Greve fechou escolas em Braga e pais lançam críticas

"Estamos numa pandemia. Há limites para as greves". A crítica é de Marcolina Gomes que, esta manhã, teve que levar a filha de 11 anos para o trabalho, por causa da greve de funcionários que obrigou ao fecho da EB 2,3 André Soares, em Braga.

Outras escolas da cidade, como a Secundária Carlos Amarante e a EB 2,3 Mosteiro e Cávado, também suspenderam as aulas por falta de assistentes operacionais.

"Sou de Amares, vivo num sítio isolado e tenho medo de deixar a minha filha sozinha. Vou levá-la comigo para o trabalho", explica Marcolina Gomes, parada junto à entrada da escola, onde está afixado o aviso a dar conta do encerramento do estabelecimento.

A greve apanhou alguns encarregados de educação de surpresa, como José Azevedo, que lamenta o "transtorno" pela situação, mas também os prejuízos para os alunos. "Percebo todas as greves, mas os miúdos já estiveram fechados em casa um ano", critica, enquanto encontra uma solução para deixar a filha com 10 anos.

"Vai para o centro de estudo e, depois, fica com a mãe de uma amiga", esclarece, ao lado de Carina Gonçalves, que assumirá a responsabilidade.

"Não faz sentido a greve em ano de pandemia, embora perceba os motivos", frisa Carina Gonçalves.

A sub-diretora da EB 2,3 André Soares, Anabela Pereira, adiantou ao JN que, à primeira hora da manhã, metade dos funcionários faltaram ao trabalho, pelo que "deixaram de estar reunidas as condições de segurança".

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"Havia corredores sem ninguém", sublinhou.

Já no Centro de Saúde do Carandá, um dos maiores da cidade, as consultas estavam a decorrer com normalidade, esta manhã. O mesmo era visível em serviços públicos como a Segurança Social.

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