Covid-19

Há quatro lares de Braga com utentes infetados

Há quatro lares de Braga com utentes infetados

Há quatro lares em Braga com registo de utentes infetados com Covid-19.

Há quatro lares com utentes infetados em Braga: o Asilo de São José; o Centro da AAPACDM; a Resisénior; e o do Senhor das Graças, em Real. Os três primeiros estão numa espécie de cerco sanitário por ordem da delegação concelhia de Saúde, embora a Resisénior o tenha feito voluntariamente.

Segundo disse ao JN fonte do setor, o número de instituições afetadas pode subir para sete esta terça-feira, dia em que se espera o resultado de testes feitos a utentes e funcionários nos lares da Irmandade de Santa Cruz e da Assistência São Vicente de Paulo.

O lar de Conde Agrolongo, que tem apenas uma trabalhadora infetada e que está de quarentena em casa, está, também, em cerco sanitário por iniciativa própria.

O caso mais preocupante - disse ao JN fonte do setor - é o do Asilo de São José, onde já morreram três utentes, estando 23 outros infetados, o mesmo sucedendo com 18 funcionários. Este número pode crescer esta terça-feira, já que foram feitos mais 40 testes a utentes, cujo resultado se aguarda. Ao todo, atualmente, o Asilo acolhe 102 pessoas.

Nesta instituição, o delegado de Saúde João Manuel Cruz - que o JN não conseguiu contactar - ordenou a criação de três zonas estanques no interior do edifício, de forma a separar os infetados dos que têm sintomas e ainda dos que não têm qualquer indício de doença.

Os utentes infetados que não têm autonomia serão acolhidos no salão polivalente do lar, que assim se tornará numa espécie de enfermaria. Os que têm autonomia permanecerão em isolamento nos seus quartos.

No exterior, foram montadas duas tendas para acolher os trabalhadores, de modo a evitar o mais possível a proximidade com os infetados.

Domingo e esta segunda-feira, os serviços de Proteção Civil do Município transportaram camas, próprias para pessoas acamadas, para o Asilo, por cedência do centro do Projeto Homem, um organismo da Arquidiocese que se dedica a recuperar pessoas com toxicodependências.

Segundo José Cunha, da direção do Lar, a associação conseguiu resolver, provisoriamente, o problema da escassez de funcionárias, resultante sobretudo do facto de 18 delas terem Covid-19. Garantiu, através da Segurança Social e de uma associação, a ajuda de três pessoas, que se vão juntar às poucas funcionárias atualmente disponíveis para o serviço.

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