Protesto

Centenas de estudantes manifestaram-se pelo clima em Braga

Centenas de estudantes manifestaram-se pelo clima em Braga

Cerca de 250 estudantes, sobretudo de escolas secundárias de Braga, manifestaram-se, esta sexta-feira de manhã, no centro da cidade, pedindo "mais ação governamental para a crise climática que está a acontecer em todo o Mundo", afirmou Bernardo Almeida, da organização.

"Queremos assegurar um melhor futuro para todos os jovens e pessoas em geral", salientou o estudante da Escola Secundária Alberto Sampaio, na Praça da República, que serviu de ponto de encontro da comunidade escolar. Depois, seguiram pela Rua do Souto até à Praça do Município, com palavras de ordem e cartazes no ar.

"A costa a desaparecer e o António não quer saber" e "Para bancos há milhões, para o ambiente só tostões" foram alguns dos gritos de protesto. "Reciclar não chega" ou pedidos de "menos conversa e mais ação" foram, também, outros alertas escritos à mão.

Na greve climática estudantil de Braga estiveram, também, presentes professores e elementos do Bloco de Esquerda e do Movimento Alternativa Socialista (MAS), este último com cartazes que não foram bem vistos pelos mais novos.

"Este movimento estudantil é apartidário e não apoiamos a inclusão de partidos políticos, apesar de sabermos que eles estão a exercer o seu direito de liberdade de expressão e já prevíamos que acontecesse eles estarem presentes", lamentou Bernardo Almeida.

Depois de alguns minutos em frente ao edifício do Município de Braga, onde foi lido o manifesto da greve climática - com pedidos de proibição da exploração de combustíveis fósseis, o fecho das centrais termoelétricas de Sines e do Pego ou até o melhoramento da rede de transportes públicos -, os jovens foram recebidos pelo vereador do Ambiente, Altino Bessa.

O responsável político agradeceu a manifestação, mas apelou "à responsabilidade individual de cada um". "Quando saímos no final de cada aula, podemos ver se as luzes estão apagadas e dentro de casa ter essa responsabilidade. Se cada um de nós conseguir poupar 3 ou 4% de consumo de energia, podemos ter um efeito positivo", exemplificou Altino Bessa, de megafone na mão.

Os estudantes, como Inês Alves, garantiram que já se preocupam com coisas como a reciclagem ou a diminuição do uso de produtos de plástico.