Braga

INL próximo do tecido empresarial

INL próximo do tecido empresarial

Na antiga Bracalândia, parque de diversões temático transferido de Braga para Penafiel, nasceu, em julho de 2009, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), iniciativa conjunta dos governos de Portugal e Espanha, assinalando uma nova fase na cooperação entre os dois países, baseada em ciência e em tecnologias emergentes. Trata-se da primeira organização internacional de investigação na Península Ibérica e a primeira do mundo especificamente dedicada à nanociência e nanotecnologia.

O instituto foi edificado ao lado do Campus de Gualtar da Universidade do Minho, num terreno de cinco hectares cedido pela autarquia, e está inteiramente consagrado a várias aplicações das nanotecnologias, desde a nanomedicina ao controle de qualidade alimentar e ambiental. Neste momento, há já pelo menos seis empresas a recorrer ao INL para obter análise de amostras, que são feitas a uma escala quase invisível. "São análises realizadas em microscópios que podem custar mais de dois milhões de euros, equipamento que nenhuma empresa teria condições para adquirir", explicam no INL. Além disso, são instrumentos que têm de estar obrigatoriamente protegidos de qualquer trepidação, pelo que as portas e janelas dos laboratórios são blindadas. São laboratórios que parecem cofres fortes.

O estatuto de organização internacional permite à instituição contratar grupos de trabalho internacionais, "escolhidos com base na excelência científica e originária de qualquer país do Mundo". Daí, a construção também de um bloco com quartos individuais e duplos "para que seja possível alojar a família dos cientistas." Os investigadores são contratados por um período máximo de três anos, que poderá ser renovado, ou não, dependendo do trabalho realizado. A política é extensível a todos os funcionários.

Metade da infraestrutura do INL é dedicada a atividades científicas, mas metade dessa metade ainda está vazia. Este ano, Portugal e Espanha têm orçamentada uma transferência de cinco milhões de euros cada para o INL, valor aquém dos 30 milhões de euros anuais de investimento previstos.