FLASH //Director geral do INL

"Trabalhar no INLé igual a trabalharem Nova Iorque"

"Trabalhar no INLé igual a trabalharem Nova Iorque"

José Rivas, diretor do INL, acredita que em 2020 terá cientistas premiados internacionalmente.

Braga quer ser consagrada como cidade da ciência. Sente essa responsabilidade como diretor do Instituto de Nanotecnologia?

Braga tem dois mil anos de História, nós temos apenas dois. O Laboratório pode ajudar a tornar Braga líder mundial em muitos aspetos, mas creio que a cidade não pode esgotar-se só na ciência. De qualquer forma, sim, a responsabilidade é grande.

O INL tem 19 nacionalidades. Qual é mais-valia que um centro edificado numa pequena cidade de um pequeno país oferece a um investigador estrangeiro?

Quando falamos de investigação científica, falamos sempre de excelência. Ao investigador importa mais o equipamento e as pessoas com quem trabalha do que a cidade onde vive. Aqui, equipamento e recursos humanos são de topo. Nesse sentido, trabalhar em Braga é igual a trabalhar em Nova Iorque. Independentemente disso, em Portugal vive-se muito bem e os portugueses são pessoas agradáveis.

Sendo a nanotecnologia uma área tão vasta, quais são as prioridades da investigação que se faz no INL?

De facto, não podíamos abordar toda a nanotecnologia, pelo que nos focámos em quatro áreas, duas das quais muito importantes: uma relacionada com a saúde (meios de diagnóstico) e com a alimentação, que é um tema estratégico, e outra relacionada com o meio ambiente. As outras duas áreas de apoio referem-se ao nanomaterial e nanoeletrónico, e outra tem a ver com sistemas moleculares.

Qual é a meta do INL a médio prazo, para 2020, por exemplo?

Em Ciência, dois anos não significam nada. Fazer um investigador demora 30 anos. Já temos alguns resultados importantes para mostrar, mas ainda é muito cedo para cantar vitórias. Em 2020, gostava de ter pelo menos um investigador nomeado para um prémio internacional importante e tenho a certeza que vou ter.