Turismo

Maioria dos hotéis em Braga estão fechados. Autarquia vai apostar no mercado interno

Maioria dos hotéis em Braga estão fechados. Autarquia vai apostar no mercado interno

A oferta hoteleira da cidade de Braga está reduzida à unidade da cadeia internacional Meliã, de cinco estrelas, o único dos hotéis de grande e média dimensão que não fechou.

Fonte do hotel disse ao JN que a administração decidiu não parar completamente, apesar de, em média, e por dia, ter apenas um ou dois quartos ocupados. Também o restaurante, que tinha uma procura significativa, encerrou, embora funcione em sistema de take-away.

Uma ronda feita pelo JN, complementar à recolha feita pela Câmara, permitiu concluir que as outras unidades, o Mercure, os quatro hotéis do Bom Jesus, o Vila Galé, os dois da cadeia Ibis, os dois da estação de comboios (o Urban Hotel e o BasicBraga), o João XXI, o Flag Hotel, e o Dom Vilas, também encerraram.

O mesmo sucede com as residenciais situadas na cidade. A maioria recorreu ao lay-off. A exceção são os hostels e os alojamentos locais que continuam a funcionar, dado que, boa parte deles, é explorado em regime de gestão familiar, ou seja, quase sem mão de obra externa: "Estou aberto, tenho dois hostels, com um hóspede em cada um, ambos estrangeiros que já cá estavam e resolveram ficar no país", disse um dos proprietários.

Contactado a propósito, o vereador municipal com o pelouro do Turismo, Altino Bessa sublinhou que, até agora, o coronavírus não apareceu em nenhum hotel ou hostel.

Adiantou que está a ser pensada uma campanha de promoção para quando o estado de emergência, com vídeos e outro tipo de mensagens: "Vamos dirigir-nos ao mercado interno, chamando os portugueses a visitar a cidade", explicou, lembrando que há três a quatro milhões de cidadãos nacionais que, ou nunca visitaram Braga ou já não o fazem há mais de dez anos.

O autarca diz que a reanimação do turismo e da hotelaria terá de ser feita com portugueses, já que a vinda de estrangeiros se deve tornar apenas esporádica: "Será natural que, de fora, venham alguns empresários, alguns universitários ou cientistas, para a UMinho ou para o INL-Laboratório Internacional de Nanotecnologia, mas pouco mais".

No Bom Jesus, dos quatro hotéis da Confraria, há um que ainda funciona, ainda que de forma não comercial: o Hotel do Lago, que a Arquidiocese cedeu para profissionais de saúde e do setor social, e que alberga, de momento, vários, oriundos de lares, como o da Irmandade de Santa Cruz e o da Paróquia de Ferreiros.

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