Braga

Movimento cívico acusa Câmara de "ação ilegal" na festa da fábrica Confiança

Movimento cívico acusa Câmara de "ação ilegal" na festa da fábrica Confiança

O movimento cívico "Salvar a Fábrica Confiança" acusa a Câmara de Braga de "atuação ilegal", por ter "impedido a ocupação de qualquer faixa de rodagem" da Rua Nova de Santa Cruz, durante as comemorações do 125º aniversário da antiga saboaria, no sábado passado. O Município nega ilegalidades.

"Além das falhas grave de segurança para os presentes, a decisão ilegal da Câmara Municipal criou graves constrangimentos à realização da reunião pública quer pelas limitações de espaço que impediram dezenas de pessoas de assistirem e ouvirem em condições os intervenientes na reunião, quer pelo ruído dos veículos e pela incompreensão dos condutores que se deparavam com peões na faixa de rodagem", defende o grupo, em comunicado.

Desta forma, Luís Tarroso Gomes e Cláudia Sil, em representação do movimento cívico, adiantam que vão levar o caso à Provedora da Justiça, por entenderem que o direito à "realização da reunião pública" foi posto em causa.

Ao JN, o vereador João Rodrigues nega "ilegalidades" e considera que o grupo "está a tentar criar um problema que não existe para elevar a sua causa". "A polícia foi informada [das comemorações], mas a Câmara não proíbe nem permite corte de vias", sublinha.

O vereador assegura que apenas procedeu a "uma obrigação legal, como faz com todos os pedidos de manifestação", de comunicar que a ação teria que garantir a fluidez do trânsito.

A Plataforma Salvar a Fábrica Confiança é formada por mais de duas dezenas de associações que lutam para manter o edifício da antiga saboaria de Braga na esfera pública.

A Câmara já garantiu que a venda do imóvel será para avançar. A hasta pública, com preço-base de 3,8 milhões de euros, deve acontecer depois de concluído o processo de classificação que está em curso.