Investimento

Novo hotel em Braga vai criar 40 postos de trabalho

Novo hotel em Braga vai criar 40 postos de trabalho

O edifício contíguo ao Recolhimento das Convertidas, na Avenida Central, em Braga, vai ser transformado num hotel de luxo, resultado de um investimento de 16 milhões de euros do grupo Hoti Hotéis. Ao todo, o projeto deverá empregar, pelo menos, 40 pessoas.

Manuel Proença, presidente do grupo Hoti Hotéis, espera que o novo empreendimento esteja pronto "na Páscoa de 2024". A unidade hoteleira vai contar com 108 quartos, spa, ginásio, piscina exterior, parque de estacionamento para 32 carros e um jardim que dará acesso público ao Recolhimento das Convertidas.

"Dos 4500 metros quadrados, vamos ceder 1530 metros quadrados ao domínio público para um jardim que ligará ao jardim das Convertidas", explicou a arquiteta Rosário Rodrigues, garantindo que o edifício de cinco pisos que vai ser construído nas traseiras do edifício histórico "quase não terá visibilidade" para quem passa na Avenida Central, o que responderá aos anseios das associações de defesa do património.

"Há um respeito pela alma e memória [do espaço]. Os turistas querem autenticidade", elogiou Inácio Ribeiro, do Turismo do Porto Norte, durante a apresentação que decorreu no jardim do Recolhimento das Convertidas, monumento que estará prestes a passar do Ministério da Administração Interna (MAI) para as mãos da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado.

Segundo o presidente da Câmara, Ricardo Rio, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana já retirou o monumento da lista de imóveis para habitação a custos acessíveis. "Neste momento, falta a validação do Ministério da Administração Interna para a alienação do edifício à CIM. Estamos a trabalhar na permuta com o Palácio dos Biscainhos [que atualmente pertence à CIM do Cávado]", elucidou Ricardo Rio, à margem da apresentação da nova unidade hoteleira.

O objetivo do Município é que o recolhimento inaugurado em abril de 1722 seja, agora, transformado em espaço cultural. Manuel Proença propôs um museu virtual da história da cidade, ideia que foi bem acolhida pelo autarca bracarense.

Segundo Ricardo Rio, para restaurar o edifício, que integra uma capela, será necessário um investimento superior a "1,5 milhões de euros".

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